**Introdução**
A fotoimunoterapia (PIT) é uma abordagem terapêutica inovadora que tem sido estudada como uma solução eficaz no combate ao HIV. Nossa proposta inclui o uso da PIT para atingir não apenas células que expressam Env do HIV, mas também o próprio vírus. Estudos anteriores já demonstraram que um anticorpo anti-gp41 humano (7B2), quando conjugado com fotossensibilizadores (PSs), pode especificamente ter como alvo e eliminar células infectadas pelo HIV.
**Mecanismo de Ação dos Fotoimunoconjugados (PICs)**,
As pesquisas de fotólise indicaram que a ligação de fotoimunoconjugados (PICs) à membrana de células que expressam Env é suficiente para induzir a morte celular necrótica. Esse processo ocorre devido ao dano físico provocado pelo oxigênio singlete gerado pelos PSs, que danifica a membrana celular de forma independente do tipo de PS utilizado. Essa característica distintiva faz com que a PIT seja uma ferramenta promissora para direcionar a citotoxicidade de maneira eficaz e específica.
**Aplicação contra Cepas Virais**
Realizamos estudos com duas cepas de HIV-1, X4 HIV-1 NL4-3 e JR-CSF, observando que os PICs são capazes de destruir essas cepas por meio de danos diretos ao envelope viral. Esse achado é crucial, pois demonstra que a fotoimunoterapia pode atuar não apenas em células infectadas, mas também na inativação do HIV livre, ampliando seu potencial como uma estratégia de imunoterapia dupla.
**Desafios da Terapia Anti-Retroviral (TARV)**
A terapia anti-retroviral (TARV) atual visa manter a carga viral em níveis indetectáveis, mas enfrenta limitações, como a persistência de células infectadas e a resistência crescente aos medicamentos. Mesmo com TARV prolongada, a viremia de baixo nível pode persistir, especialmente em tecidos de difícil penetração de drogas. Isso ressalta a importância de desenvolver tratamentos alternativos que possam combater eficazmente os reservatórios virais e células latentes.
**Estratégias Alternativas de Tratamento**
A fotoimunoterapia baseada em anticorpos conjugados com PSs se destaca por ser menos invasiva e mais segura em comparação com outras opções, como imunotoxinas e radioimunoterapias. Além disso, o controle sobre a aplicação da luz permite uma maior precisão na destruição das células alvo, evitando danos aos tecidos saudáveis.
**Conclusão**
Os avanços na fotoimunoterapia representam uma nova esperança na luta contra o HIV. Esta abordagem pode servir como uma ferramenta eficaz para eliminar células infectadas e inativar o vírus em circulação. A possibilidade de mitigar a microinflamação e alcançar a remissão sem o uso contínuo de antirretrovirais é promissora. A PIT também pode ter aplicações em outros vírus envelopados, como o HBV e o HTLV, que compartilham mecanismos de replicação semelhantes.
**Referências**
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