2009-12-01 16:40:29 cri
Hoje, 1º de dezembro, é o 22º Dia Internacional da Luta contra a Aids. Diversas localidades da China estão desenvolvendo campanhas para divulgação de informações sobre o vírus, apelando para que a sociedade se preocupe com os soropositivos, a fim de conter o alastramento da doença.
A Cruz Vermelha da China promoveu hoje atividades de divulgação de informações sobre a Aids em estações ferroviárias de dezenas de cidades. Na estação ferroviária sul de Beijing, onde estava sendo realizada uma atividade, o nosso repórter vê cerca de cem voluntários circulando entre passageiros, distribuindo preservativos e folhetos informativos sobre prevenção e tratamento da doença. A famosa atleta chinesa Deng Yaping, embaixadora da prevenção da Aids da Cruz Vermelha da China, participou da iniciativa. Ela afirmou:
“A Aids não é terminal e pode ser prevenida. Esperamos, através dessa iniciativa, conscientizar as pessoas sobre a realidade científica da Aids, terminar com o receio sobre a doença e a discriminação aos soropositivos, a fim de que eles sejam conhecidos e entendidos de uma maneira correta. O nosso objetivo é que mais portadores do vírus HIV sejam examinados, atendidos e tratados, para lhes garantir uma melhora na qualidade de vida e para que eles possam compartilhar conosco o mesmo céu de uma mesma vida feliz.”
Os mais recentes cálculos feitos pela China e instituições concernentes da ONU mostram que, atualmente, há cerca de 740 mil portadores do vírus HIV na China. A transmissão sexual é hoje o principal meio de propagação da doença. Na estação sul de Beijing, a passageira Guo Ying afirmou ao nosso repórter:
“Muitas pessoas desconhecem as medidas corretas de prevenção, o que pode ter um resultado trágico. A realização desse tipo de atividades visa fazer com que mais pessoas saibam como se prevenir e tratar a Aids, para que elas possam adotar as medidas adequadas. É muito necessário que mais pessoas tenham a oportunidade de receber educação e informações sobre a doença.”
O sub-secretário-geral da ONU e diretor executivo-adjunto do Programa das Nações Unidas sobre HIV e Aids (UnAids), Michael Sidibe, elogiou os esforços chineses feitos na área ao participar, dias atrás, em Beijing de uma atividade beneficente.
“Houve na China grandes mudanças neste aspecto. Anos atrás, as pessoas não podiam falar em Aids e o governo não queria que as pessoas e a imprensa mencionassem o vírus. Porém, hoje, vemos que a China está agindo de uma maneira solene, quebrando o silêncio. Além disso, Beijing ainda reforçou os orçamentos para apoiar a prevenção e o controle desse mal, e toda a sociedade se empenha em diminuir a discriminação contra portadores de HIV. ”
O vice-ministro de Saúde da China, Huang Jie, afirmou:
“Para ampliar o conhecimento de todos os cidadãos e eliminar totalmente a discriminação contra a Aids, é preciso um longo tempo. O governo central e os governos de diversos níveis elaboraram e aplicaram diversas leis e regulamentos que proíbem a discriminação aos portadores do vírus HIV e seus familiares e lhes garantam o legítimo direito ao casamento, emprego, tratamento médico, estudo e bem-estar social. Estamos confiantes em continuar promovendo esse trabalho para criar um bom ambiente social aos soropositivos e determinados a cumprir a missão.”
China Radio International |
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01/DEZEMBRO/09 |
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