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Combate à resistência microbiana é tema do Dia Mundial da Saúde

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Combate à resistência microbiana é tema do Dia Mundial da Saúde microbio1 300x210A pro­lif­eração das bactéri­as e de out­ros mi­croor­gan­is­mos res­ist­entes à maior parte dos medic­a­men­tos re­quer atenção por parte dos gov­ernos e das autor­id­ades médicas. É com esse alerta que a Or­gan­ização Mun­di­al da Saúde (OMS) elegeu o com­bate à res­istência mi­cro­bi­ana como tema do Dia Mun­di­al da Saúde deste ano, comemor­ado ho­je (7/4).

Para a Or­gan­ização das Nações Uni­das (ONU), o avanço desses mi­croor­gan­is­mos ameaça a eficácia de vári­os trata­men­tos e cirur­gi­as, como o de câncer e o trans­plante de órgãos. Além disso, a res­istência mi­cro­bi­ana deixa as pess­oas doentes por mais tempo, el­eva o risco de morte e tor­na os trata­men­tos caros. No ano pas­sado, fo­ram re­gis­tra­dos, pelo menos, 440 mil casos de TUBER­CU­LOSE mul­tir­res­ist­ente e 150 mil mor­tes em mais de 60 países.

O uso in­dis­crim­inado dos an­ti­bióti­cos é apon­tado como a causa prin­cip­al para o sur­gi­mento das su­per­bactéri­as. Desde a descoberta da peni­cilina, o an­ti­biótico é a grande arma da medi­cina con­tra as doenças cau­sa­das por bactéri­as. Com o uso in­tenso e fre­quente desse tipo de remédio, as bactéri­as cri­aram mecan­is­mos para con­tor­n­ar a ação do remédio, que passa a ser in­capaz de matá-la, como ex­plica o imun­o­lo­gista e pesquis­ad­or da Uni­ver­sid­ade de São Paulo (USP) Gla­cus Brito.

“Os an­ti­bióti­cos estão cada vez mais in­com­pet­entes no sen­tido de elim­iná-las”, disse ele. As su­per­bactéri­as cir­cu­lam, prin­cip­al­mente, den­tro dos hos­pi­tais. Por isso, pa­cientes in­ter­na­dos em unid­ades de ter­apia in­ten­s­iva ou com saúde muito de­bil­it­ada ficam mais sus­cetíveis à in­fecção.

Para a OMS, o com­bate passa pelo con­trole da pre­scrição de an­ti­bióti­cos, o desen­vol­vi­mento de novas dro­gas e a higi­en­ização das mãos, prin­cip­al­mente por parte dos profis­sion­ais de saúde. No en­t­anto, estudos in­ter­nacion­ais mostram que grande parte dos profis­sion­ais não segue a ori­entação, ou seja, não ad­ota o hábito de lav­ar as mãos com água e sabão antes e após atender um pa­ciente ou de al­gum pro­ced­i­mento cirúrgi­co.

As jus­ti­fic­ativas são as mais vari­a­das, como falta de tempo, es­tru­tura ou in­tol­erância aos produtos de as­sepsia.

o álcool em gel tem sido uma opção de higi­en­ização den­tro dos hos­pi­tais. No ano pas­sado, a Agência Nacion­al de Vi­gilância San­itária (An­visa) tornou obrigatório o uso do produto em unid­ades de saúde públicas e par­tic­u­lares. O dire­tor-ger­al do Hos­pit­al de Base do Dis­trito Fed­er­al, Ju­liv­al Ribeiro, con­ta que os supor­tes com o produto po­dem ser afix­a­dos nos corre­dores, lei­tos e en­fermari­as, fa­cil­it­ando o acesso aos profis­sion­ais, vis­it­antes e acom­pan­hantes. “A bactéria não voa. Eu brinco que ela pode voar por meio das mãos, po­dendo ser levada de um pa­ciente para o outro. É um ato simples e que salva vi­das [higi­en­iz­ar as mãos]”, destaca o dire­tor.

Para en­frent­ar a res­istência mi­cro­bi­ana, o ozônio pode ser uma al­tern­ativa. O imun­o­lo­gista Gla­cus Brito desen­volveu uma pesquisa em que já con­seguiu matar dez ti­pos de bactéri­as res­ist­entes de­pois de ficar­em cinco minutos ex­pos­tas ao ozônio.

“O ozônio pode ser uma grande al­tern­ativa no con­trole des­sas bactéri­as. A ação do ozônio é difer­ente do an­ti­biótico. Ele rompe, fura, queima e destrói a parede da bactéria”, ex­plicou. Den­tro de dois meses, o pesquis­ad­or e sua equipe de­vem ini­ciar os testes de desin­fecção de salas de cirur­gia e lei­tos com va­por­ização de ozônio.

COR­REIO BRAZI­LI­ENSE ON­LINE | BRASIL


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