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Folha de Pernambuco – PE |
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01/DEZEMBRO/07 |
No dia de hoje, a luta também é contra o preconceito. Não bastasse conviver com o vírus HIV, crianças enfrentam a discriminação. De acordo com relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU), das 33,2 milhões de pessoas portadores do vírus da imunodeficiência adquirida, cerca de 2,5 milhões são crianças.
Pioneiro e referência estadual no tratamento de crianças com HIV e Aids, o Instituto Materno Infantil Professor Fernando Figueira (Imip), trata, hoje, 28 crianças contaminadas.
"O perfil das mães é típico.
A maioria é de classe econômica desfavorecida e com baixa escolaridade. E
las negam a doença, há certa resistência em aceitar. Os filhos, por sua vez, também sofrem.
Falta informação e o medo do preconceito é a maior barreira" revela a coordenadora do Hospital Dia Pediátrico do Imip, Gerlane Alves.
Segundo o Boletim, em 2006, foram registrados no País 526 casos de Aids em crianças menores de 5 anos. A mãe infectada pode transmitir a doença ao filho no parto ou na amamentação, principal forma de contágio em pessoas com menos de 13 anos.
Mas isso não quer dizer que toda criança com pais portadores da doença infecciosa serão contaminadas com o vírus.
Já existem várias técnicas para evitar o risco da transmissão. "Quanto mais cedo a futura mãe começar a se cuidar, maiores são as chances de evitar a transmissão para o bebê", diz a pediatra.
Segundo números do Ministério da Saúde, a taxa de transmissão do HIV pode chegar a 20%, sem nenhum tipo de tratamento. Mas com ações de prevenção da mãe, a transmissão pode diminuir para menos de 1%.
O Estado contabiliza 322 crianças com o vírus HIV.
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