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JORNAL DE BRASILIA – DF | ELEIÇÕES E POLÍTICA Tucano acusa governo de não dar tratamento aos dependentes de drogas e álcool O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, acusou ontem o Governo Federal de criar “factoides” no lugar de programas efetivos para o tratamento de dependentes de álcool e drogas no País. “O que foi levantado agora por eles é mais uma coisa de olhar pesquisa, ver que o problema preocupa e ir criando factoides”, disse. Serra deu a declaração depois de visitar a clínica de tratamento de dependentes Lacan, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. A entidade funciona como uma Organização Social (OS), mantida com recursos do governo do Estado de São Paulo. A unidade foi inaugurada quando Serra era governador. Serra esteve na clínica no fim de junho, quando também criticou a atuação do Governo Federal na área. Ontem, prometeu que, se eleito, criará uma rede nacional de atendimento aos dependentes de cocaína e de crack e financiará, por meio do Ministério da Saúde, a internação de viciados em clínicas e comunidades terapêuticas. “Se nós conseguimos fazer contra a AIDS a melhor campanha do mundo em desenvolvimento, vamos também fazer com relação aos dependentes químicos o melhor tratamento do mundo aqui no nosso País”, prometeu o tucano. O tucano acusou a administração federal de não ter executado “nem 20%” do orçamento antidrogas. “O Governo Federal hoje em dia não dá recursos para tratamento dos dependentes químicos em clínicas como essa. Eles não apoiam essas clínicas.” Serra criticou o método de tratamento usado pelo Governo Federal de internar dependentes em hospitais gerais ou atendê-los de forma ambulatorial em Centros de Atenção Psiquiátrica (Caps). Serra veio a São Bernardo no mesmo dia em que o atual governador paulista, Alberto Goldman, inaugurou na zona norte de São Paulo um Ambulatório Médico de Especialidades (Ame) voltado para o tratamento psiquiátrico. A inauguração foi citada pelo candidato “Nós inauguramos hoje, ou melhor, o governador Goldman inaugurou um grande ambulatório médico com vistas ao tratamento de saúde mental.” Dilma evita exemplo de Lula A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, evitou ontem definir qualquer meta de criação de empregos em uma eventual vitória. Ao contrário do presidente Lula que, antes de ser eleito, prometeu criar 10 milhões de empregos caso assumisse o Governo Federal, Dilma se negou a definir um número, mas disse que, se eleita, dará “todas as condições” para repetir o feito de Lula, que pode terminar seu segundo mandato com a geração de 14 milhões de empregos formais. “Eu quero dizer que nós vamos criar muitos empregos. O presidente disse que achava que precisava de 10 milhões de empregos. Agora, a gente pode dizer: o presidente errou. Ele conseguiu produzir 14 milhões de empregos com carteira assinada até o final deste ano. O que eu irei fazer é dar todas as condições para que isso se repita sistematicamente no Brasil”, disse, durante visita ao Museu de Artes e Ofícios de Belo Horizonte. CRÉDITO Segundo Dilma, é “simples” repetir o feito “através de alguns instrumentos que foram os que permitiram isso”. Ela citou, entre as iniciativas, a expansão do crédito oferecido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que, de acordo com a presidenciável, passou de R$ 400 bilhões, no fim do governo do tucano Fernando Henrique Cardoso, para R$ 1,4 trilhão Citou também investimentos na construção civil e voltou a prometer que, se eleita, contratará 2 milhões de moradias por meio do Minha Casa, Minha Vida. “O Brasil não tinha política habitacional há mais de 25 anos. O pessoal do pessimismo, que é a nossa oposição, sempre acha que o Brasil pode menos”, declarou Em entrevista coletiva, Dilma também atacou promessas feitas por seu principal adversário, José Serra (PSDB), que afirmou que, caso seja eleito, pretende expandir o Bolsa Família. “Falar de eficiência sem mostrar o que já fez é muito fácil. Elas (pessoas da oposição) falam: eu vou dobrar o Bolsa Família. Perfeitamente. Por que quando estava no governo do Estado de São Paulo reduziu os programas de transferência de renda, como o Renda Cidadã?”, indagou, referindose a Serra. SAIBA + José Serra classificou como “tititi” a informação segundo a qual ele e o presidente nacional do DEM, Rodrigo Maia, romperam relações. Tudo teria começado com uma reclamação por parte do candidato do PV ao Governo do Rio, Fernando Gabeira, sobre a falta de recursos para sua campanha no estado. Diante do quadro de restrição orçamentária, Gabeira disse que daria “uma banana” aos aliados, entre eles PSDB e DEM, caso fosse eleito, ao que Maia teria respondido que a “banana” deveria ser dada a Serra. O tucano teria exigido que Maia se retratasse, o que não aconteceu.
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