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quinta-feira, março 5, 2026

Desigualdade de gênero impõe perdas ao país

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A participação das mulheres no mercado de trabalho é muito inferior à dos homens. Mortalidade materna também é alta

Martha Beck, Letícia Lins e Cássia Almeida

BRASÍLIA, RIO e RECIFE. Considerada pelas Nações Unidas (ONU) como o maior entrave ao desenvolvimento humano, a desigualdade entre homens e mulheres no mundo chega a provocar perdas de até 85% no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos países. No Brasil, a queda chega a 63% e faz com que o país perca até sete posições no ranking geral, passando da 73apara a 66aposição.

Nesse indicador de desigualdade, quanto mais à frente no ranking, mais desigual é o país. Para se ter uma ideia do desafio brasileiro, o Índice de Desigualdade de Gênero (IDG) médio das dez nações mais equitativas do mundo é de 0,233 – o nosso é de 0,631.

Segundo o economista do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Flávio Comim, embora as mulheres brasileiras tenham participação maior que os homens no ensino médio, esse movimento não se reflete no mercado de trabalho. Elas respondem por apenas 64% da força de trabalho, contra 85,2% dos homens: – Os ganhos que as mulheres brasileiras obtêm na educação não aparecem no mercado nem na remuneração.

O Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) 2010 traz, pela primeira vez, uma tentativa de mensurar os efeitos que a desigualdade de gênero provoca sobre os países. Com base em indicadores de saúde, educação, além de participação na sociedade, foi elaborado o IDG. Ele mostra que as perdas para o desenvolvimento humano são elevadas, principalmente nos países que investem pouco na saúde reprodutiva da mulher.

De forma geral entre os países, a taxa de mortalidade materna chega a 273 para cada 100 mil nascimentos, subindo para 2.100 em Serra Leoa. Na Noruega, ela é de sete mortes por 100 mil nascimentos.

No Brasil, a taxa de mortalidade materna chega a 110 para cada 100 mil nascimentos, muito acima da registrada no Chile, onde o indicador é de 16 para 100 mil. A taxa de fertilidade entre adolescentes brasileiras também é elevada: 75,6 nascimentos para cada mil mulheres entre 15 e 19 anos. Entre os chilenos, esse número é de 59,6.

Rafael Osório, sociólogo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), diz que os números usados pelo relatório diferem do último levantamento da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre o tema: – Nesse relatório publicado em setembro, o índice é de 58 por cem mil nascimentos.

Mas a gravidez na adolescência é uma realidade muito presente no Nordeste. Jaqueline Maria da Silva, de 15 anos, está no oitavo mês de gestação.

Por isso, abandonou a escola, mas pretende voltar.

– Depois que aconteceu, o que eu podia fazer?

Governo critica relatório

BRASÍLIA. O Ministério da Saúde criticou ontem o Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) 2010.

Por meio de nota à imprensa, a pasta informou que os dados da área de saúde usados para classificar os avanços brasileiros estão subestimados.

Enquanto o relatório da ONU informa que a expectativa de vida da população seria de 72,9 anos, o governo afirma que os dados do IBGE apontam para 73,4 anos. Já a mortalidade materna – que para o Pnud é de 110 para cada 100 mil nascimentos – está em 75/100 mil nascimentos, segundo a Saúde.

A nota destaca que o Brasil fez uma série de avanços para melhorar as condições de saúde da mulher, incluindo a ampliação do acesso a métodos CONTRACEPTIVOS e a prevenção da gravidez na adolescência.

 

O GLOBO | ECONOMIA

 


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Claudio Souza DJ, Bloqueiro e Escritor
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