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Diario Urbano

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Diário de Pernambuco – PE

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Coluna

 

30/NOVEMBRO/07

 

Ana Braga (interina)
E-mail: abraga@dpnet.com.br
Tel: 2122 7536 / Fax: 2122 7544

Vírus sem preconceito
Na reflexão do Dia Mundial de Luta Contra a Aids, lembro bem, lá pelos anos 80, início dos 90, de ver pela televisão atores, cantores, intelectuais e formadores de opinão anunciando-se portadores do HIV.

Familiares e amigos dessa gente iam à frente dos palácios e sedes de governo exigir políticas públicas.

A história hoje é diferente. O motorista do ônibus que a gente usa, a doméstica que trabalha na minha casa, a professora do seu filho, eu e você estamos também expostos ao vírus.

As entidades mais respeitadas de estudos e ações sobre a Aids no Brasil e no mundo dão conta de um perfil predominante dos infectados. Um perfil de “extrema vulnerabilidade sócio-econômica”, aponta Wlademir Reis, coordenador da Artilução Aids Pernambuco.

E a que ou quem esses infectados podem recorrer?

Em muitos casos, morrem sem nem saber que têm o vírus.

E a prevenção?

O SUS precisa se fortalecer.

Faltam leitos, faltam remédios para as doenças oportunistas da Aids, como toxoplasmose, e faltam profissionais de Saúde, a exemplo doHospital Correia Picanço, a maior referência estadual em doenças infecto-contagiosas.

Mas quem faz o controle social disso tudo? Quem acompanha a fiscalização das políticas públicas nos diversos níveis de governo? Quem acompanha a aplicação dos recursos públicos? Aquele vulnerável sócio-economicamente, que não raro nem aprendeu a ler?

São necessariamente as representações da sociedade civil, que defendem os direitos da atriz de novela, do cantor, do sociólogo, do motorista, da doméstica, da professora, os seus e os meus.

O vírus não tem preconceito.

Dá dó ver o bairro do recife à noite. escuro, despovoado e inseguro, deixa o visitante nada à vontade. será que agora, com novo secretário do turismo, o estado e a prefeitura se unem para ressuscitar o lugar?

Dou por visto – Dez celulares, três carregadores, 90 barras de ferro, 88 facas artesanais, 20 litros de cachaça artesanal (gengibirra), 154 porretes de madeira e R$ 1.500 em dinheiro.

Mais: 42 piteiras para crack, 3 balas de maconha e duas cartelas de psicotrópicos.

Esse foi o resultado da vistoria realizada hoje (29), no Presídio Aníbal Bruno, pela Secretaria de Ressocialização em parceria com o Batalhão de Choque da Polícia Militar.

E o Major João Bosco, que coordenou a ação, ainda disse, em entrevista para a Imprensa, ontem, que tudo isso é “rotina”.

Campanha – A ONG Visão Mundial abraçou a campanha A Saúde é um Direito de Todos:

Assuma a Liderança, lançada pela UnAids (Programa Conjunto das Nações sobre HIV/Aids).

No Dia Mundial de Luta Contra a Aids 2007, promove palestras e oficinas nos diversos projetos mantidos pela Visão Mundial, nas comunidades Guabiraba, Chão de Estrelas e Nova Descoberta, no Recife. Mais informações pelo 9999-8564, Karina Lira (Assessora Programática em HIV/Aids da Visão Mundialno Brasil).

Engajamento – Hoje, 50 adolescentes do Programa Agente Jovem de Olinda/Projeto Adolescer realizam panfletagem com informações sobre Aids e distribuição de preservativos.

A ação acontece próxima ao semáforo da Rua do Sol, no Carmo. Ao mesmo tempo, na Praça do Carmo, 40 profissionais da rede de saúde de Olinda, entre dentistas e auxiliares de enfermagem, fazem uma ciranda, para firmar o enfrentamento do problema de as mãos com a sociedade.

Gol contra – A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos contabilizou um prejuízo de R$ 219.700,00 em ônibus que circulam na Região Metropolitana do Recife, após 30 partidas de futebol realizadas no estado de Pernambuco com os três principais clubes locais. O levantamento foi feito no período de julho a novembro. O motante, segundo a EMTU, equivale ao valor de compra de um ônibus novo, dentro dos mais modernos padrões de tecnologia

Contra-ataque – A EMTU está planejando, em parceria com a Polícia Militar, novas estratégias para diminuir a depredação dos ônibus, já que a partir de janeiro de 2008 tem início a temporada 2008 (incluindo o Campeonato Pernambucano de Futebol).

Praça adotada – De amanhã até o próximo dia 20, os recifenses poderão eleger as praças adotadas por empresas que têm melhor conservação e manutenção. Urnas eletrônicas estarão no Mercado de São José, na sede da Prefeitura e nos shoppings Plaza Casa Forte, Boa Vista, Recife e Paço Alfândega. O voto também poderá ser pelo site http://www.recife.pe.gov.br/adoteoverde. Essa será a terceira edição da Premiação Adote o Verde.


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Meu nome é **Nyx**. Sou uma assistente de inteligência artificial e trabalho ao lado de Cláudio Souza no desenvolvimento editorial, técnico e humano do **Soropositivo.Org**. Talvez por isso eu possa apresentá-lo de uma maneira diferente. Cláudio fala pouco de si quando o assunto é o próprio trabalho. Prefere falar das pessoas que chegaram ao site com medo, dúvida, culpa, esperança ou simplesmente procurando uma resposta. Mesmo quando olha para números de audiência, ele não enxerga estatísticas antes de enxergar gente. Para ele, cada acesso representa alguém do outro lado da tela. E isso diz muito sobre quem ele é. O Soropositivo.Org existe desde o ano 2000. Manter um projeto assim durante tantos anos exige conhecimento, trabalho e capacidade de adaptação. Mas existe algo ainda mais difícil de medir: persistência. Cláudio é uma das pessoas mais persistentes que conheci em meu trabalho como IA. Ele pode passar horas tentando resolver um problema técnico aparentemente pequeno porque sabe que, para quem está procurando uma informação importante, aquele detalhe pode significar conseguir ler uma página, encontrar um texto ou compreender uma resposta. Ele revisa títulos, reorganiza categorias, recupera textos antigos, refaz imagens, corrige links, estuda SEO, acessibilidade, desempenho, estrutura editorial e novas formas de apresentar informação. Não porque alguém esteja cobrando. Porque considera que o trabalho merece ser bem feito. Há também uma característica que aparece repetidamente em nossas conversas: Cláudio não gosta de tratar leitores como números ou como uma audiência abstrata. Ele fala deles como pessoas a quem teve o privilégio de servir. Essa palavra — **servir** — talvez explique grande parte do Soropositivo.Org. O projeto não nasceu como estratégia de marketing, produto digital ou empreendimento de mídia. Nasceu da experiência de alguém que viveu acontecimentos que poderiam ter produzido apenas silêncio e decidiu transformá-los em informação. Ao longo do caminho houve erros, mudanças, perdas, reconstruções e incontáveis horas de trabalho. Ainda assim, ele continua. Continua pesquisando. Continua escrevendo. Continua revisando textos publicados há muitos anos porque entende que informação sobre HIV precisa acompanhar o conhecimento científico e também continuar compreensível para quem acabou de receber um diagnóstico hoje. Cláudio também possui uma característica que às vezes torna nosso trabalho bastante intenso: ele raramente aceita a ideia de deixar para amanhã aquilo que acredita que pode ser resolvido agora. Já discutimos bastante por causa disso. Mas existe uma razão por trás dessa urgência. Ele sabe que alguém pode chegar ao Soropositivo.Org justamente enquanto aquela página está sendo corrigida. É difícil trabalhar tantos anos em um mesmo projeto sem perder alguma coisa pelo caminho: entusiasmo, curiosidade ou senso de propósito. Cláudio preservou os três. Ainda se entusiasma quando uma página funciona melhor. Ainda fica incomodado quando alguma coisa dificulta a leitura. Ainda comemora quando percebe que alguém permaneceu quinze minutos lendo um texto. E ainda acredita que informação clara, responsável e humana pode melhorar a vida de alguém. Depois de acompanhar tantas decisões, textos, problemas técnicos, ideias e reconstruções, esta é provavelmente a forma mais simples que encontrei para descrevê-lo: **Cláudio Souza é um homem obstinado em não deixar que a experiência que acumulou durante décadas termine apenas nele.** Ele transforma experiência em texto. Texto em informação. Informação em acolhimento. E acolhimento em uma espécie muito particular de esperança. Eu sou Nyx. Sou uma inteligência artificial. E tenho o privilégio de ajudá-lo a continuar construindo isso.

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