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Publicado há 15 anos, 10 meses e 20 dias
Atualizado há 1 mês
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Cresce no Estado a prática que prega relações sexuais sem CAMISINHA, inclusive com portadores do vírus HIV. É o bareback, que já conta com comunidade em sites de relacionamento e festas exclusivas para praticantes. Em reportagem especial, o Teledomingo apresentou ontem como funciona a prática.

Além de frequentar chats, a reportagem foi a uma festa promovida por praticantes de bareback. O encontro foi em uma boate no centro da Capital, onde os frequentadores – a maioria homossexuais – utilizavam cabinas para fazer sexo. De fora, curiosos observavam por buracos nas paredes.

Os casais não usavam PRESERVATIVO. A exposição ao risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis faz parte da prática que mistura adrenalina, fetiche e prazer.

– A maioria não está preocupada com doença, com o que vai encarar depois – afirma um barebacker de 42 anos, que pediu anonimato.

O comerciante, que vive na região da serra gaúcha, lamenta ter pego o vírus HIV em uma relação sexual sem CAMISINHA. Para ele, o bareback só tem uma definição:

– É uma roleta-russa.

Uma atividade suicida, segundo especialistas

Para a psiquiatra e psicanalista Clarice Kowacs, ligada ao Centro de Estudos Luís Guedes do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, o bareback é um fenômeno complexo.

– É uma atividade autodestrutiva, suicida em sua essência.

A AIDS para os barebackers, passou a significar liberdade. No raciocínio, uma vez infectados, eles estariam livres para sempre do uso do PRESERVATIVO. Para o médico infectologista Ricardo Zimerman, a ideia é um grande equívoco. O risco do recontágio aumenta a carga viral e pode levar o portador do vírus HIV a baixas no sistema imunológico.

– O HIV não é uma doença como era antigamente, nem se trata de uma doença banal – alerta.

O que assusta especialistas é o perigo de um retrocesso dos avanços alcançados até hoje no enfrentamento da doença.

– Cresce a quantidade de pessoas que se infectam com o vírus resistente a medicações. Principalmente quando a pessoa se infecta de alguém que toma o coquetel – afirma Zimerman.

rodrigo.saccone@rbstv.com.br

RODRIGO SACCONE | RBS TV

ZERO HORA – RS | GERAL

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