
Sulamita Rosa
Hoje é o Dia Nacional do Idoso. Na data, especialistas alertam que é possível envelhecer sem medo. Eles orientam que o essencial é ter uma boa qualidade de vida. Para o Ministério da Saúde, pessoas com mais de 60 anos de idade são consideradas idosas. No DF, mais de 200 mil pessoas estão na terceira idade. Desses, 40 mil compreendem a população com mais de 70 anos.
A patologista clínica de Medicina Laboratorial da Pasteur Medicina Diagnóstica (DASA), Flávia Amorim Segartto, afirma que é possível envelhecer com qualidade. “As orientações são manter uma alimentação saudável e adequada, praticar exercícios físicos, ter boa convivência social, evitar o tabagismo e o consumo exagerado de álcool, e buscar atividades prazerosas e estimuladoras, que diminuam o estresse”, informou. A especialista alerta que também é essencial ter acompanhamento médico e passar por consultas periódicas para prevenção de doenças. “Depende de cada paciente, mas, o ideal é freqüentar o médico pelo menos uma vez ao ano após os 60 anos. A realização de exames previne doenças”, afirmou Amorim. Para a especialista, os idosos estão cada vez mais ativos e preocupados com a saúde. “A esperança de vida tem crescido. Antes, as pessoas morriam aos 50 anos, mas, a partir de 2007, a média de vida chegou aos 72 anos”, destacou.
O especialista em Geriatria e coordenador de Educação e Pesquisa em Saúde do Idoso da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciência da Saúde (Fepecs), Renato Maia, afirma que esse é um motivo forte para se comemorar a data. “A esperança de vida no DF já chega aos 76 anos de idade, o que significa diminuição na taxa de mortalidade”, disse. O médico defende que uma boa qualidade de vida contribui para evitar internações e situações de emergência. “Vinte e cinco por cento do orçamento da saúde é direcionada para os idosos. Para envelhecer com qualidade é preciso ter uma boa qualidade de vida. O primordial é não considerar a velhice como doença, a velhice é uma fase da vida que tem que ser bem vivida”, ressaltou.
Manter o convívio social, realizar atividades físicas, cuidar da alimentação e evitar excessos são outras dicas do especialista. “A promoção da saúde e bem estar são algumas alternativas importantes. Realizar sempre acompanhamento médico e manter o cartão de vacina atualizado é primordial. A família também tem um papel muito grande. Mas, o idoso tem que ter a consciência que ele mesmo é responsável por sua saúde”, afirmou Maia.
Para tratar de assuntos como esse, o médico conta que Fepecs realizará um debate hoje, às 14h, com o tema Envelhecimento – Desafios e Soluções. “O evento será realizado no salão da Fepecs e irá promover uma reflexão do impacto do envelhecimento”, explicou Maia, convidando toda a população.
Controle
O Ministério da Saúde criou, em 2007, a Caderneta Nacional do Idoso, que traz um levantamento histórico da vida dos pacientes com mais de 60 anos. A Caderneta Nacional da terceira idade é utilizada na rede pública de saúde do DF. Nela, são registrados dados pessoais, quadro de vacinas, estado de saúde, intercorrências, atividades complementares, atendimentos e observações importantes da vida do paciente idoso.
Dicas para uma vida saudável
– Alimentar-se bem;
– Praticar exercícios;
– Evitar o tabagismo;
– Não usar drogas;
– Consumir álcool somente em doses pequenas (1 a 2 taças de vinho por dia diminuem o risco de um evento cardiovascular, como infarto e derrame);
– Controlar o stress;
– Diminuir a obesidade;
– Manter cartão de vacinação atualizado;
– Sempre aferir a pressão arterial;
– Usar CAMISINHA para prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST‘s).

TRIBUNA DO BRASIL – DF | GRANDE BRASÍLIA
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