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O uso de pílulas ANTICONCEPCIONAIS é uma das formas mais antigas e eficazes para evitar a gravidez. Lançadas na década de 60, foram importantes na emancipação sexual das mulheres, que passaram a ter mais liberdade para transar sem o temor de ter uma gravidez fora de hora. Mas por outro lado, estas pílulas tinham uma dose muito alta de hormônios (estrogênio e progesterona) e por isso muitos efeitos colaterais, incluindo trombose e infarto do coração. De lá pra cá, muita coisa mudou: surgiram outras pílulas com novos hormônios e doses reduzidas, causando um mínimo de efeitos colaterais e riscos para a saúde, mas mantendo o máximo de proteção contra a gravidez. No Brasil, a PÍLULA anticoncepcional é o método mais utilizado pelas mulheres, depois da ligadura de trompas. Quando usadas de forma correta e regular, previnem a gravidez em mais de 99% das vezes. Já está mais do que provado que a principal causa de gravidez em usuárias de pílulas é o seu uso incorreto, seja por falta de orientação ou por simples esquecimento. E por falar em uso correto, nunca é demais lembrar como estas pílulas devem ser usadas: para quem está começando com as pílulas combinadas, deve-se dar preferência às de baixa dosagem. A primeira cartela deve ser iniciada no primeiro dia do ciclo menstrual (no primeiro dia da menstruação) e no horário mais conveniente para mulher. A forma de usar é simples: tomar uma PÍLULA por dia, sempre respeitando o horário escolhido. Mas o que fazer quando se esquece de tomar a PÍLULA? A resposta é simples: depende do tipo de PÍLULA que se está usando, sua dosagem e formulação (se é de uso contínuo – sem interrupção – ou com intervalos). De uma forma geral, estas são as orientações sobre o que fazer em caso de esquecimento das pílulas combinadas: Esqueceu Tome a PÍLULA esquecida assim que lembrar e seguir tomando a cartela normalmente. Se a PÍLULA esquecida só for lembrada no momento da próxima tomada, pode-se tomar as duas pílulas ao mesmo tempo! Não é necessário usar métodos adicionais (como por exemplo, a PÍLULA de emergência ou do dia seguinte). Dois dias Tomar a primeira PÍLULA esquecida assim que lembrar. Depois, seguir tomando a cartela normalmente ou então descartar os comprimidos esquecidos para continuar com a ordem inicial. Não é preciso interromper a cartela. Se o esquecimento aconteceu na última semana da cartela (últimos sete comprimidos), as pílulas restantes deverão ser tomadas até o final, descartando-se os esquecidos. Uma nova cartela deve ser iniciada logo em seguida, sem intervalos. Em qualquer caso, é muito importante utilizar uma proteção extra ou não ter relações sexuais até ter tomado a PÍLULA por sete dias consecutivos. Se a mulher esqueceu de tomar duas ou mais pílulas da cartela e teve uma relação sexual desprotegida neste período, ela deve usar a PÍLULA de emergência e seguir as recomendações dos itens 1, 2 e 3. E não esqueça: nenhum método é 100% seguro! As chances de falha da PÍLULA aumentam se não forem usadas corretamente. Além disso, estas recomendações são gerais, não substituem a orientação médica e nem o uso da CAMISINHA, que é o único método que confere dupla proteção: contra a gravidez e doenças sexualmente transmissíveis! Dia seguinte A PÍLULA anticoncepcional de emergência, também chamada de “PÍLULA DO DIA SEGUINTE“, é um método que as mulheres podem usar para evitar a gravidez depois de uma relação sexual sem proteção. Esta situação pode ocorrer quando: a mulher tem relações sexuais, mas não estava usando nenhum método anticoncepcional; acontece um acidente com o uso do método utilizado (a CAMISINHA rompeu, rasgou; o DIAFRAGMA saiu do lugar; a mulher esqueceu de tomar a sua PÍLULA por dois ou mais dias; esqueceu da data da injeção) ou em casos de violência sexual. Estas pílulas podem ser tomadas em dose única, até cinco dias após a relação sexual sem proteção. E quanto mais cedo forem utilizadas (de preferência nas primeiras 24 horas), maior será a chance de se evitar uma gravidez não planejada. Na impossibilidade de utilização destes produtos, as pílulas comuns também podem servir como ANTICONCEPCIONAIS de emergência, desde que contenham tipos e dosagens de hormônios específicos. Por isso, é fundamental a orientação de um profissional de saúde.
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