, Universidade Harvard analisou ação do País e alertou sobre custo Efe, Washington
A compra de drogas contra a Aids de laboratórios multinacionais e a produção local de remédios representaram para o Brasil uma economia de cerca de US$ 1 bilhão, revelou ontem um estudo divulgado pela revista PLoS Medicine (www.medicine.plosjournals.org). No entanto, a pesquisa, feita por especialistas da Escola de Saúde Pública da Universidade Harvard, alertou que o custo da luta contra a doença aumentará nos próximos anos.
Leia a íntegra do estudo
"Embora tenha economizado grandes somas ao negociar com empresas farmacêuticas, o Brasil enfrenta grandes desafios devido ao crescente custo de proporcionar acesso universal ao tratamento contra a Aids", disse Amy Nunn, ex-pesquisadora da Escola de Saúde Pública, coordenadora do estudo.
Em 1996, o Brasil tornou-se o primeiro país em desenvolvimento do mundo a comprometer-se com o acesso gratuito e universal aos remédios contra a Aids. Desde então, o programa – que até 2006 tinha proporcionado tratamento a 180 mil brasileiros – transformou-se em um modelo para outros países.
Segundo os especialistas da Escola de Saúde Pública, o custo dos tratamentos anti-retrovirais altamente ativos (HAART, em inglês) duplicaram nos últimos anos no Brasil. O aumento reflete o fato de que mais pessoas iniciaram o tratamento e de que os soropositivos vivem mais tempo.
Além disso, o acesso aos remédios fica mais caro e complexo à medida que as pessoas desenvolvem resistência aos medicamentos.
Segundo Nunn, a experiência brasileira poderia repetir-se em outros países em desenvolvimento. Para ela, se a comunidade global quiser proporcionar um tratamento de alta qualidade às pessoas infectadas com o vírus HIV, "será necessário mobilizar muito mais recursos".
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