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DST – AIDS |
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO |
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O Globo |
Editoria: |
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Dia / Mês/Ano: |
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O País |
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04/ABRIL/07 |
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Região do Alto Solimões já teve 22 mortes com suspeita da doença
BRASÍLIA. Uma missão da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) na Amazônia constatou que a hepatite B voltou a assolar a aldeia indígena do Vale do Javari, na região do Alto Solimões. Técnicos do órgão que estiveram na aldeia encontraram o vírus em 56% dos 309 índios examinados, percentual muito acima do máximo aceitável pela Organização Mundial de Saúde, que é de 2%. Nos últimos anos, 22 pessoas morreram na região com suspeita
de
ter contraído a doença.
A presença do vírus não obrigatoriamente significa que a doença será desenvolvida.
Mas o índice de contaminação levou a Funasa a lançar um programa de assistência aos índios. Todos que tiveram resultado positivo para hepatite B serão encaminhados, a partir do próximo dia 13, ao município mais próximo, Atalaia do Norte, para novos exames.
Se a doença for constatada, eles serão transferidos para Tabatinga e tratados no Hospital do Exército.
A hepatite B é transmitida principalmente por contato sexual, com sangue contaminado ou da mãe para o filho, no nascimento.
Não se adquire hepatite B através de talheres, pratos, beijo, abraço ou outro tipo de atividade social em que não ocorra contato com sangue.
Segundo a Funasa, o alto número de indígenas que tiveram contato com o vírus na região deve-se à proximidade com Atalaia e ao contato com a população não-indígena.
A avaliação faz parte de uma programa batizado de SOS Vale do Javari, lançado em outubro do ano passado com objetivo de detectar doenças como a malária, tuberculose, pneumonia, colesterol, diabetes, além da hepatite e das sexualmente transmissíveis.
Cerca de quatro mil índios serão examinados.
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