Lígia Formenti, BRASÍLIA
O boletim de AIDS divulgado ontem estampa as dificuldades que o governo enfrenta para reverter duas tendências anunciadas: o aumento de casos entre mulheres e gays jovens. Campanhas já foram feitas, como a estrelada pela cantora Kelly Key, para tentar mostrar às meninas a importância de exigir o uso de PRESERVATIVOS de seus parceiros. Mas os números não caíram. Para o próximo carnaval, uma nova campanha dirigida para o mesmo público será preparada.
Entre gays, o problema é mais grave. Na faixa etária de 13 a 24 anos, o número de registros subiu de 29% para 43,2%, no período entre 1997 e 2007.
“Não é fácil mudar comportamento”, reconhece a diretora do Departamento de DST-AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Mariangela Simão. No caso dos gays jovens, ela atribui o aumento ao fato de eles não terem convivido com os horrores da AIDS durante a primeira fase da epidemia, principalmente a discriminação. “A homofobia sempre existiu, mas agora há um outro ingrediente: o fato de haver contaminação no grupo.”
Além de campanhas – que, Mariangela reconhece, por si só não são suficientes – o departamento investe em ações de saúde em 55 mil das 120 mil escolas de ensino médio do País.
O ESTADO DE S. PAULO |
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27/NOVEMBRO/09 |
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