Gays são mais agredidos por policiais
FOLHA DE S. PAULO – SP | COTIDIANO LGBT 19/06/2010 De 290 casos de violência contra homossexuais registrados em Campinas (SP), 51 foram cometidos pela polícia Chefes, funcionários públicos e do...
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| FOLHA DE S. PAULO – SP | COTIDIANO LGBT 19/06/2010 De 290 casos de violência contra homossexuais registrados em Campinas (SP), 51 foram cometidos pela polícia Chefes, funcionários públicos e do comércio também estão entre os agressores, segundo dados da prefeitura MAURÍCIO SIMIONATO DE CAMPINAS Um levantamento sobre violência contra homossexuais realizado em Campinas (93 km de SP) e região mostrou que policiais militares e guardas municipais estão entre os principais agressores de lésbicas, gays, travestis, transexuais e bissexuais. O Mapa da Violência e Discriminação LGTTB, elaborado pela prefeitura de Campinas, foi divulgado nesta semana durante uma audiência na Câmara Municipal da cidade. No total, foram registrados 290 casos de agressão, incluindo “agressões verbais”. Dessas, 51 foram cometidas por policiais militares e guardas municipais da região. O mapeamento foi realizado de janeiro de 2005 a maio de 2010. Dos 290 casos, quatro resultaram em morte. Os gays são os principais alvos de agressões, com 145 casos. O tipo de violência mais comum foi a agressão verbal, com 129 casos. Situações de violência física foram as mais registradas, somando 65 casos, seguidas por impedimento de entrada em locais e ameaça. O trabalho foi elaborado pelo Serviço de Proteção Social Especial à População LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), órgão da Prefeitura de Campinas. CHEFES Pela pesquisa, 44 agressões foram cometidas na rua. Em outros 23 casos, a violência (verbal ou física) foi praticada pelo chefe. Há também casos de constrangimento ou intimidação cometidos por pessoas que trabalham no comércio ou por funcionários de órgãos públicos. “Com estes dados, conseguimos ter uma noção das agressões praticadas contra esta população. Sabemos que os casos são bem maiores que os registrados pois muitas pessoas ainda temem denunciar”, afirma a coordenadora do Serviço de Proteção à População LGBT, Valdirene dos Santos. De acordo com ela, no caso de violência atribuída à guarda municipal, os registros vieram de diversas cidades da região, além de Campinas. MEDO Para o jornalista Eduardo Gregori, militante do movimento LGTB da cidade, o “medo” acaba reduzindo o número de denúncias. “As pessoas não denunciam ou registram o caso como uma briga comum e não como homofobia.” Procurado pela Folha, o setor de comunicação da Polícia Militar, em Campinas, informou que precisa analisar a pesquisa antes de se manifestar oficialmente. Mesmo não sendo citada especificamente no estudo, a Guarda Municipal de Campinas informou, por meio de sua assessoria, que os guardas são treinados para impor a autoridade sem precisar fazer uso de violência. |
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