DO ENVIADO À CIDADE DO CABO
O governo de Jacob Zuma diz que a falta de dinheiro foi um dos motivos para a África do Sul demorar tanto a se mexer para medicar os contaminados com o vírus da AIDS.
Mas não faltou dinheiro para construir estádios ultramodernos, com preço final muito acima do estimado inicialmente, para a Copa do Mundo de 2010, praças esportivas que são candidatas a “elefantes brancos”.
Dados de órgãos de saúde locais estimam que seja necessário algo como US$ 1 bilhão (cerca de R$ 1,74 bilhão) para cobrir a diferença que o país gasta hoje com remédios para os infectados e o que seria o ideal.
Pelo último balanço, o governo sul-africano, sem nenhuma ajuda privada, investiu o equivalente a quase R$ 4 bilhões nos estádios do Mundial -valor que corresponde a praticamente 700% a mais que o orçamento inicialmente elaborado.
Alguns deles, como o de Durban, para 70 mil pessoas, não têm ainda um interessado firme para usá-lo depois da Copa.
Com o resto da infraestrutura necessária para o Mundial de futebol do próximo ano, a África do Sul vai gastar pelo menos mais R$ 10 bilhões.
O uso da imagem das estrelas que vão disputar o torneio a partir do próximo mês de junho não foi aproveitado pela Fifa e pelos sul-africanos para ajudar no combate à doença.
Nenhuma campanha de peso envolvendo os jogadores falando sobre a doença para a população sul-africana foi feita até o momento. (PC)
FOLHA DE S.PAULO |
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02/DEZEMBRO/09 |
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