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AIDS | DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSIVEIS | ANTIRRETROVIRAIS 28/06/2010 Depois de mais de oito anos em obra, o Governo do Estado vai inaugurar o Complexo Hospitalar Clementino Fraga, que integra a rede estadual de saúde da Paraíba. Foram investidos R$ 19,6 milhões, sendo R$ 9,3 milhões na reforma e ampliação e R$ 10,3 em equipamentos de tecnologia de ponta. O resultado é um aporte de quase 50% a mais de leitos (passou de 103 para 154), uma unidade de terapia intensiva (UTI) funcionando e uma estrutura completa para atender com mais qualidade aos pacientes com doenças infecto-contagiosas, de todo o Estado. O governador José Maranhão, que autorizou o início desta obra em 2001, a entregará à população, às 10h desta segunda-feira (28). O secretário estadual de Saúde, José Maria de França, disse que há uma determinação deste governo de transformar o Hospital Clementino Fraga em um centro de excelência para tratar pacientes com doenças infecciosas, ser referência no caso de epidemias e também ser um local para pesquisa e ensino. “É um sonho que estamos construindo, através do investimento na parte física da unidade, em equipamentos, na ampliação da equipe médica e na qualificação dos profissionais”, afirmou. As enfermarias receberam camas novas e automáticas, que oferecem mais conforto e segurança aos pacientes, e foram todas climatizadas. A UTI do hospital, que começou a funcionar em março deste ano, tem seus leitos com isolamento individual, com antecâmaras. Cada uma possui equipamentos próprios de proteção individual (EPIs), evitando a propagação de infecções entre pacientes com doenças distintas. A UTI também dispõe de um sistema de pressão negativa, um mecanismo que evita a circulação de ar contaminado. Novas especialidades – O hospital também ampliou as especialidades médicas, tanto no ambulatório, quanto na internação. Anteriormente, só contava com especialistas em pneumologia, infectologia, dermatologia, cardiologia, psiquiatria, ginecologia e proctologia. No ano passado, foram inseridas novas especialidades, a exemplo da endocrinologia, neurologia e nefrologia. Uma das inovações nos serviços no ambulatório é a Busca Ativa, que tem o objetivo de resgatar, em suas próprias residências, os pacientes de tuberculose que abandonam o tratamento. Com a iniciativa, se garante a cura dessas pessoas e se evita a disseminação da doença a outras. “O Complexo Hospitalar Clementino Fraga é, hoje, uma realidade no atendimento às doenças infecto-contagiosas. Com as reformas, implantação e implementação de serviços, a unidade está apta a ser, de fato, uma referência no Estado, oferecendo atenção integral, multidisciplinar e com excelente qualidade técnica aos usuários do SUS”, disse a diretora-geral do complexo, Joana D’Arc Silveira Frade. Farmácia ambulatorial – A adesão dos pacientes com doenças infecciosas gera uma demanda de mais de 2 mil atendimentos realizados, por mês, na farmácia ambulatorial. Só os ANTIRRETROVIRAIS, remédios administrados contra HIV/AIDS, respondem por uma total de 1.259 distribuições. O restante é destinado às demais doenças sexualmente transmissíveis (DSTS) e à hanseníase. O serviço de consultório farmacêutico individualizado surge como um diferencial no atendimento, se caracterizando por uma divisão na farmácia, disponível para o paciente que optar por um atendimento mais privativo. No local, o paciente conta com a presença de um farmacêutico nos turnos da manhã e tarde para esclarecer qualquer dúvida quanto à administração dos medicamentos. Laboratório – O laboratório realiza uma média de 8 mil exames mensais, como triagem para HIV/AIDS (teste rápido e diagnóstico), baciloscopia, uranálise, parasitologia e imunologia. O setor de microbiologia, com previsão para começar a funcionar ainda este ano, vai realizar exames de culturas com antibiogramas e dar suporte à Comissão de Controle da Infecção Hospitalar (CCIH), por meio de estatísticas sobre a resistência e sensibilidade das bactérias aos antibióticos padronizados. As enfermarias e a UTI contam com o serviço de gasometria, equipamento usado para verificar o estado pulmonar e respiratório do paciente. Os setores de hematologia e bioquímica são totalmente automatizados e atendem o ambulatório, a UTI e as enfermarias. Fisioterapia – Com uma média de 1.130 atendimentos mensais, o setor de fisioterapia contabiliza cerca de 400 atendimentos de usuários do ambulatório, além de 600 atendimentos nas enfermarias, enquanto a UTI vem apresentando uma demanda de mais de 130 atendimentos por mês. A Secretaria Estadual de Saúde equipou a unidade com aparelhos novos, que proporcionam a reabilitação de pacientes que sofrem de problemas como artrite, artrose, bursite e inflamações gerais de articulações. Nutrição – O refeitório fornece hoje uma média de 22.400 refeições mensais, através do Setor de Nutrição e Dietética. Desse montante, uma média de quase 8 mil são direcionadas somente aos funcionários, enquanto mais de 13 mil são servidas aos pacientes e mais de 1.300 destinadas aos acompanhantes. Recentemente, o setor foi contemplado com a renovação de todo o mobiliário na parte do refeitório. Humanização – A preocupação em atender às exigências da Política Nacional de Humanização do SUS, criada em 2003, fez com que o hospital adotasse mudanças focadas nessa filosofia, em todos os setores. Entre eles pode ser citado o espaço para o lazer, que tem como objetivo aliviar o estresse. Trata-se de uma praça dentro da instituição, ambientada com plantas ornamentais e cinco quiosques, construídos num espaço antes ocioso e subutilizado. O local permitirá que o paciente realize atividades ocupacionais e terapêuticas, desenvolvidas pela equipe multiprofissional, composta por fisioterapeutas, psicólogos e assistentes sociais. Outro espaço aproveitado foi um local para implantação do programa de ginástica laboral para o servidor, que tem como objetivo minimizar os efeitos negativos causados pelo sedentarismo. A ação também intenciona ajudar na prevenção de doenças ocupacionais e promoção do bem-estar e convívio social, além de corrigir vícios de postura. |
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