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Pelo País, já são cem mortes. DF registrou um caso de paciente com Gripe H1N1 de Goiás
Francisco Dutra
Ao ultrapassar a marca de cem mortes neste ano no Brasil, a influenza A (H1N1) volta a despertar preocupação entre os brasileiros. No Distrito Federal, ainda não foram registrados casos da doença na população local. Por ora, a rede pública tratou e curou um paciente de Goiás com a enfermidade, em maio. A pasta investigou outras 16 pessoas com suspeita da gripe, mas os exames mostraram que elas não tinham contraído o vírus H1N1. A secretaria avalia outras 37.
“Até o momento, não temos situação para se preocupar”, tranquiliza a chefe do Núcleo de Doenças Imunopreveníveis e Agudas da Secretaria de Saúde, Ana Luíza Grisoto. A especialista frisa que era esperado um aumento de casos com a chegada do inverno ao País, e que os números nacionais registrados até agora estão dentro do previsto. Ana Luíza também explica que a pasta está monitorando todos os casos de gripe, seja comum, H1N1, ou outras versões “menos populares” da enfermidade, mas com o mesmo risco à saúde.
ACOMPANHAMENTO
O monitoramento é constante. A cada semana, as regionais de saúde enviam dados sobre as variações de gripe para análise. No primeiro semestre do ano passado, a secretaria contabilizou 31 mil casos. No mesmo período deste ano, os casos de síndrome gripal foram 27 mil. Para Ana Luíza, do ponto vista estatístico, é uma ligeira variação.
Em 2009, ano da pandemia da influenza A pelo mundo, no DF foram registrados 672 casos, e dez morreram. No ano seguinte, a rede pública contou nove casos. Em 2010, não houve morte pela doença. No ano passado, foram dois casos da influenza A, e um óbito.
Busca pela vacina
A fonoaudióloga Cláudia Buzza, 40 anos, tentou, mas não conseguiu. Ao levar a filha, Paula Buzza, de cinco anos, para vacinação de rotina em um posto de saúde da Asa Sul, ela pediu para que a pequena também recebesse a imunização contra a H1N1. No entanto, os estoques da vacina estão no fim, não apenas no DF, mas em todo País. Em função disso, as doses para aplicação da rede pública estão reservadas para os pacientes classificados nos grupos de risco, especialmente para a segunda dose das crianças de até dois anos (veja mais detalhes na infografia).
Preocupada com os casos da doença, Cláudia chegou a pedir que a equipe médica do posto abrisse uma exceção para a filha. “Eu acho que o governo deveria aumentar essa idade. Criança de dois anos é pequena, mas criança de cinco também é. E eles brincam, correm. Se pega em menina de dois, pega em menina de cinco”, avalia. A preocupação de Claúdia tem uma explicação. Ela diz que a filha já teve febre muito alta e precisou ser internada em um hospital.
Crescida, Paula não tem medo de injeção – um temor que atrapalha a proteção de muitas crianças. Após proteger-se contra outras doenças, ela deixou o posto tranquilamente. Sem chances de vacinação nos postos de saúde, Cláudia já prepara o bolso para tentar vacinar a filha em uma clínica particular. Zelosa, a fonoaudióloga pensa que o melhor tratamento contra qualquer doença é a prevenção.
Estoques em baixa
Seguindo os passos de Cláudia Buzza, milhares de brasilienses também cogitam ou querem vacinar-se contra o H1N1. No entanto, os estoques estão no fim não apenas na rede pública, mas também na rede privada. Nas clínicas particulares, é difícil encontrar doses da vacina que custa de R$ 60 a R$ 70. Apesar do preço alto, trata-se um valor baixo comparado com outras vacinas pagas, cujo valor pode chegar R$ 380.
Segundo a presidente regional da Associação Brasileira de Imunizações (SBIM), Cláudia Valente, os estoques atuais estão no fim e existe a previsão de apenas mais um lote para a próxima semana. De acordo com a presidente, em função do grande número de casos registrados no Sul do País, a indústria e o governo focaram os últimos lotes na região, levando à escassez nos demais estados e DF.
Cláudia lembrou que a vacinação começou meses atrás e agora, em julho, o DF está naturalmente no final do período. A vacina tem período relativamente curto, começando em março e terminando em julho. Ela lembrou que a maior parte da população já se vacinou, mas que os pais devem estar atentos para a aplicação da segunda dose. “As crianças até seis meses e oito anos, que estiverem no primeiro ano de vacinação, devem tomar duas doses, com intervalo de 30 dias. Só no primeiro ano”, recomendou.
PROCURA
Por telefone, a reportagem do Jornal de Brasília conversou com funcionários de duas clínicas particulares. “Aqui acabou, agora só no ano que vem. O lote é anual. Acabou mais cedo, porque no Brasil teve muita procura”, comentou uma funcionária. Todos os dias, as clínicas costumam receber dezenas de pessoas em busca da vacina. Em alguns casos, quase 200 pessoas buscam a imunização.
A médica Ana Luíza Grisoto também considera que o período de vacinação está próximo do fim. No entanto, a população pode se prevenir com cuidados básicos, seguindo a etiqueta respiratória (confira a infografia). Ao lado de uma postura preventiva, é importante que a população esteja atenta.
“As pessoas não devem ficar esperando. Elas esperam, esperam e a situação fica mais grave. Depois de uma gripe comum, a pessoa deve apresentar melhora em sete dias”, explicou. A população deve procurar um posto de saúde caso apresente sintoma acentuados.
Outra recomendação é evitar a automedicação. Quem tiver suspeita da doença deve em primeiro lugar procurar um médico. A automedicação pode não render resultados e ainda contribui para a evolução dos vírus para formas mais perigosas.
JORNAL DE BRASILIA – DF | CIDADES
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18/07/2012
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