, Hospital de doenças tropicais, que venceu certame pela segunda vez, pretende ampliar ações para outras áreas, visando garantir adesão de jovens ao tratamento contra AidsCarla de Oliveira Melhorar a qualidade de vida de adolescentes soropositivos, permitindo o acesso à informática e a outras ações que favoreçam o exercício da cidadania. Esse é o objetivo do projeto Centro de Informação e Cidadania – Adolescentes HIV +, do Hospital de Doenças Tropicais (HDT), que sagrou-se vencedor do Prêmio de Incentivo à Prevenção e ao Tratamento do HIV/Aids, na categoria População até 18 anos, cujo tema deste ano é Qualidade de Vida – HIV/Aids. Em três edições, essa é a segunda vez que a iniciativa do HDT é premiada. A solenidade de entrega do prêmio, que é promovido pela Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), em parceria com a Brystol-Myers Squibb, foi realizada no último domingo, em Curitiba (PR), durante a realização do 15º Congresso Brasileiro de Infectologia. Coordenadora do projeto, a psicóloga Maria do Rosário Rocha conta que ele é o desdobramento de um programa iniciado em 2004, com o intuito de promover a inclusão das pessoas com HIV/Aids no mundo da informática. No ano seguinte, a iniciativa foi premiada e o dinheiro utilizado na aquisição de computadores e adequação da sala de aula (climatização). O serviço, liderado pelo Grupo de Adesão do hospital, se estendeu e alcançou pacientes de todas as idades. Desses, 20% são adolescentes. Atualmente, existem mil pessoas em atendimento pelo grupo, que também desenvolve ações visando prevenir a transmissão vertical (de mãe para filho) do vírus da Aids. A proposta inscrita na terceira edição do Prêmio de Incentivo à Prevenção e ao Tratamento da Aids pretende ampliar o atendimento do Centro de Informação, hoje limitado a ações de inserção digital, para outras que permitam o exercício da cidadania. Maria do Rosário explica que o grupo faz o acompanhamento psicossocial dos pacientes tratados no HDT, visando garantir a adesão ao tratamento, que precisa de ser de, pelo menos, 95% para que tenha resultado positivo. O dinheiro do prêmio (R$ 20 mil) será investido na atualização dos computadores, ampliação da sala de informática e aquisição de telão, data-show e aparelho de DVD. Para participar das aulas de informática, ministradas duas vezes na semana, o paciente deve saber que é portador de HIV/Aids, estar em tratamento, sem oferecer risco de doenças oportunistas, e, no caso de pessoas em idade escolar, estar matriculado na rede regular de ensino. Para Maria do Rosário, o prêmio é o reconhecimento do trabalho desenvolvido.Perfil Diretor-geral do HDT, Boaventura Brás Queiroz assinala que a análise do perfil do paciente com HIV/Aids mostra que, a cada dia, a doença atinge mais pessoas em situação socioeconômica desfavorecida e socialmente excluídas. Justamente por isso, diz, é preciso ter clareza que trabalhar exclusivamente a assitência médica, certamente, impossibilitará a adesão a um tratamento global.”Só o resgate da cidadania irá propiciar a adesão ao tratamento”, assinala. A terceira edição do prêmio contou com 145 trabalhos inscritos, 10% deles oriundos da Região Centro-Oeste. Na categoria População entre 18 e 60 anos, modalidade projeto, foi vencedor o projeto Atividade Física e Qualidade de Vida, de Recife (PE). Já na modalidade programas, os vencedores foram Fazendo da Vhida uma Alegria, de Manaus (AM) (categoria população até 18 anos) e Estrelando – Videoteca na Clínica de Aids, do Rio de Janeiro (categoria população entre 18 e 60 anos).
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