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26/SETEMBRO/09 |
Combinação de duas imunizações reduziu risco de infecção em 31%
PESQUISA custou US$ 10,5 mi e foi feita em 16,3 mil voluntários na Tailândia
GENEBRA (AE) – Euforia. Era o sentimento predominante nos corredores da Organização Mundial da Saúde (OMS) ontem. Isso graças à revelação de que uma combinação de duas vacinas que haviam fracassado em proteger contra a AIDS no passado, agora passou a dar resultados, ainda que modestos. A descoberta está sendo considerada histórica. Por outro lado, cientistas e entidades internacionais insistem que a população mundial não deve ainda considerar a guerra contra a doença vencida
Cientistas descobriram – 25 anos após a eclosão da pandemia e depois de inúmeros testes fracassados pelo mundo – que a combinação das duas vacinas reduziu em 31,2% o risco de uma pessoa ser infectada pelo vírus HIV. O teste foi o primeiro a demonstrar a proteção de seres humanos contra a AIDS, 18 anos depois do início dos primeiros trabalhos que agora começam a dar resultados.
A pesquisa, que custou US$ 105 milhões aos cofres americanos, foi realizada com 16,3 mil voluntários na Tailândia, um dos locais considerados como laboratório a céu aberto para testes de medicamentos contra a doença. Metade recebeu há três anos a versão final da vacina. Os outros oito mil receberam um produto sem qualquer efeito. O trabalho foi conduzido pelo Programa de HIV do Exército Americano, em colaboração com centros de pesquisa e com o Ministério de Saúde da Tailândia. A OMS ainda deu suporte logístico e técnico.
O teste foi realizado com duas doses de vacinas. A primeira foi usada para imunizar o sistema contra o vírus e a segunda, para fortalecer a resposta. Todos os 16,3 mil participantes foram amplamente instruídos a não adotar um comportamento de risco e acompanhados de perto por cientistas. Um teste foi realizado a cada seis meses e, para todos os que foram contaminados, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos garantiu acesso gratuito a remédios pelo resto de suas vidas.
Um dos problemas é que não há qualquer garantia ainda de que essa vacina teria o mesmo impacto em outras regiões do mundo. O tipo de HIV encontrado na Ásia não é o mesmo da África. “Ainda resta saber se a vacina poderia ser aplicada em outras partes do mundo com populações com outras características genéticas e diferentes subtipos de HIV”, alertou a OMS. Por ano, a ONU estima que dois milhões de pessoas morrem por causa do vírus e 33 milhões estariam infectadas. Desde os anos 80, 25 milhões de pessoas já morreram.
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