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Maior desafio na evolução da história da Aids é conter a demência em pacientes com Hiv

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, Maior desafio na evolução da história da Aids é conter a demência em pacientes com Hiv, avalia médico psiquiatra 26/10/2007 – 21hA progressão da história da Aids, com a chegada do coquetel anti-retroviral, transformou-a em uma doença crônica, mas não conseguiu ainda barrar um dos efeitos do HIV no corpo humano: a demência. Para o médico psiquiatra do Hospital das Clínicas de São Paulo, André Malbergier, o sistema de saúde tem dificuldades em diagnosticar se o problema é causado pelo vírus ou não. “Mas, podemos lembrar que os anti-retrovirais não conseguem atacar o vírus no cérebro”, contou. O especialista participou na tarde desta sexta-feira (26) do I Simpósio Estadual de Saúde Mental em HIV/Aids, no centro da capital paulista. O evento ainda teve a discussão sobre o que fazer com pacientes com problemas psiquiátricos e que estão infectados pelo vírus HIV.O principal objetivo do encontro, promovido pelo Programa Estadual de DST/Aids, foi propiciar um debate entre os profissionais que trabalham com saúde mental e aprimorar o atendimento a portadores de HIV/Aids.Para o psiquiatra Malbergier, a evolução da história do HIV e a transformação da Aids em doença crônica abriu espaço para profissionais de saúde. “O fato é que agora [profissionais de saúde] devem ser treinados para acompanhar esse paciente também no âmbito psicológico”, disse. No entanto, André Malbergier apontou que há dificuldade em detectar a depressão em pacientes com HIV. “Os médicos infectologistas precisam ser treinados neste aspecto. É difícil diferenciar se a origem do problema é física ou afetiva”, disse em entrevista, referindo-se que isso é uma maneira de suprir o problema. Já a demência causada por HIV não tem solução prática. “O vírus HIV, para invadir o cérebro, entra numa célula que o transporta para lá. O vírus sozinho também não consegue e, por isso, usa essa esperteza. Mas, ainda não existe remédio anti-HIV que combata a região do cérebro”, explicou.Durante a explanação, o público perguntou sobre o que fazer com pacientes infectados e que têm problemas psicológicos. “O grande problema é que um psiquiatra acha que um paciente que tem HIV deve ser tratado na área de Aids, enquanto um médico infectologista não se sente confortável com pacientes que têm problemas mentais. Acho que infectologistas precisam ser treinados, mas também não sei como responder a essa pergunta”, disse arrancando risos da platéia.Testes RápidosJá a psicanalista Renata Cromberg, membro do departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae, comentou que os profissionais de saúde precisam tomar cuidado com a banalização dos testes rápidos de HIV. “O paciente precisa estar preparado para receber um resultado positivo, não pode existir apenas a idéia de entregar logo de cara e pronto, acabou. Os profissionais precisam de capacitação e as pessoas de aconselhamento, não apenas ver testes”, disse.Já a assistente social do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids, Damares Vicente, disse que mesmo assim, se o paciente desejar, não pode ser negado o direito de saber o resultado na hora em que desejar.Rodrigo Vasconcellos


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