Mapa GLS ganha points até na periferia
Publicado em 19 de junho de 2009 (há 17 anos, 3 meses e 29 dias)Atualizado em 5 de setembro de 2026 (há 1 mês e 13 dias) DOCUMENTO HISTÓRICO E ACERVO Nosso acervo conta com mais de 5.000 publicações....
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Para ativistas, novelas e Parada ajudaram a reduzir preconceito
William Glauber
As noites de sábado no 12.983 da Avenida Sapopemba, em São Mateus, zona leste de São Paulo, são embaladas por ícones gays como Madonna, Cher e Whitney Houston. Distante do eixo República-Consolação-Jardins, o Guinga”s Bar é exemplo da expansão das fronteiras GLS da cidade, com abertura de bares e danceterias no extremo sul e em cidades da Grande São Paulo. Entre os fatores para esse crescimento estão a Parada GAY e a presença de personagens homossexuais em novelas.
Points surgiram no Carrão e no Tatuapé, na zona leste, no Ipiranga e em Interlagos, zona sul, e em Santo André, Osasco, Carapicuíba e Mogi das Cruzes. São alternativas aos “velhos” points do centro, embora os ambientes sejam parecidos, com hits pop para meninos e apresentações de MPB para meninas, além de karaokê.
“Essa visibilidade era impensável em locais como São Mateus, até poucos anos. Gays tendem a ir para o centro, porque lá são invisíveis”, diz Beto de Jesus, secretário para a América Latina e Caribe da International Lesbian and GAY Association. “Mas, com uma Parada GAY que atrai milhões, cria-se clima favorável à aceitação.”
Na periferia, as relações cotidianas são mais estreitas. “Conheço bares do centro, mas freqüento aqui porque estou perto de casa e fico entre amigos”, diz Michael Douglas dos Santos, de 18 anos, que costuma ir ao Guinga”s, evitando viagem de duas horas até o centro.
Outro ponto é a praça de alimentação do Shopping Metrô Tatuapé, que lota nas noites de segunda. Na Penha, o Diva”s Bar reabrirá no mês que vem, após ter funcionado de 2004 a 2006, em Itaquera e depois no Aricanduva. “A zona leste é gigante, e têm muitos gays e lésbicas aqui”, diz a analista de marketing Fabiana Rodrigues, de 25 anos, que mora em Itaquera e freqüenta o Babadu”s Bar, no Carrão. A dona, Regina Gomes, diz que abriu o Babadu”s a pedido de amigos.
Distância não é problema para o supervisor de atendimento Everton Silva, de 26, que sai de Osasco para se divertir com o namorado. Em vez do centro, eles vão ao Boteco Ouzar, no Ipiranga. “Aqui o ambiente é voltado mais para casais”, explica.
Em Interlagos, Mari de Souza, de 43, toca a Reencontros, que tem DJ e shows de drag queens, há dois anos. “O público é eclético. A maioria é fiel, até porque somos a única casa GAY aqui.” Em Carapicuíba, gays e lésbicas dançam na Rainbow. Em Osasco, há o Point Mix; em Santo André, shows de drags são “sagrados” no Santo Pastel. Em Mogi das Cruzes, a Up Club agita a noite.
Essa aceitação foi influenciada pela TV, diz o sociólogo e pós-doutorando em Ciências da Comunicação pela USP Ferdinando Martins. “A dona de casa, quando vê o Bruno Gagliasso sofrer por amor na novela das oito (América, da Globo, de 2005), vê que aquele sentimento faz parte da vida. Continua existindo preconceito, mas em menor grau.”
A mudança se reflete na auto-estima dos homossexuais. “Não tive problemas (com homofobia) e, se me chamarem de sapatão, não estou nem aí”, diz a vendedora Hendy de Lucena Silva, de 21, que vive em São Mateus e, quando pode, leva até a mãe ao Guinga”s.
Frei Caneca, a rua mais livre e GAY friendly de SP
Um casal de homens caminha de mãos dadas pela rua. Na outra esquina, duas garotas se beijam. Quem passa vê as cenas com tranqüilidade. Isso é comum na Rua Frei Caneca, na região central. Lá, casais – gays ou não – têm liberdade para trocar carícias, sem se preocupar com olhares de reprovação ou agressões. Não por acaso a rua se transformou numa espécie de território livre. “É o povo mais cool de São Paulo, um “pico” GAY-friendly”, resume a estudante Eloa Pattaro, de 22 anos.
“Sentimos mais liberdade na Frei Caneca por existirem mais casais como nós”, diz o empresário Marcello Chagas, de 29 anos, que namora há 6 anos o hair stylist Marcos Veríssimo, de 24. Tamanha liberdade tem atraído um número cada vez maior de gays e de heterossexuais sem um pingo de homofobia. São na maioria jovens escolarizados e de bom poder aquisitivo, segundo o antropólogo Alexandre Paulino Vega, autor de um estudo sobre a sexualidade no centro.
Essa efervescência começou há 13 anos, com a abertura da boate A Lôca. “Não tinha nada na época, nem mesmo a quantidade de gays de hoje”, conta o promoter e DJ Nenê Krawitz.
Deu certo. A Lôca hoje é um dos lugares mais badalados da noite paulistana. E serviu de inspiração a outros points GLS. Quase na esquina com a Rua Dona Antônia de Queirós, Vadilson Valeriano montou O Gato, casa que tem 95% de freqüentadores gays. “Mas sempre recebo casais heterossexuais por aqui.”
O Shopping Frei Caneca é bastante freqüentado por gays desde a inauguração, em 2001. E acaba refletindo a mistura das calçadas, principalmente após o “beijaço”. Considerado um marco, ele ocorreu em 3 de agosto de 2003, como forma de protesto contra a repressão, por parte de seguranças do shopping, a um beijo entre gays. Cerca de 3 mil pessoas se reuniram no local para um beijo coletivo. “Depois, todos os shoppings chamaram a segurança e informaram sobre a Lei 10.948, de 2001 (que penaliza a discriminação sexual no Estado)”, conta Lula Ramires, organizador do beijaço.
O Estado de S. Paulo | Editoria: | Pág. | Dia / Mês/Ano: |
Metrópole |
| 24/FEVEREIRO/08 |
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eu acho que chegou prá nos ajudar ter uma opçao de curtir mais proximo da ZL só centro da cidade é as vezes demorado de mais e aqui na periferia onde moramos tem adebitos demais é uma clase que guando sai quer curtir gastar paquerar namorar beijar na boca onde podemos ser livre num ambiente que tem tudo o quanto tem na zona central bar pista um lugarzinho a dois ou mais amigo como se ajuntar no karaokê que é tudooooooooo adoro muito tudo isso kkk cantar soltar a vóz cantar pro meu amor sendo um começo de relacionamento quanto rever um grande paixão só sei que pretendo comemorar o aniversario do minha amada bem perto de mim e alguns colega mais chegado bjuuuuu guinga continue proporcionando tudo isso de bom neste ambiente de amigos e de amores recomeço de uma nova era de pessoas legais amigo de verdade des dos garçons e dono da boate só tenho agradecer