Yes, nós temos ponto G
, A Gazeta – MT Editoria: Pág. Dia / Mês/Ano: Opinião 24/FEVEREIRO/08 Margareth Botelho Agora é oficial: as mulheres possuem sim o famoso ponto G....
A Gazeta – MT | Editoria: | Pág. | Dia / Mês/Ano: |
Opinião |
| 24/FEVEREIRO/08 |
Margareth Botelho Agora é oficial: as mulheres possuem sim o famoso ponto G. Pesquisadores italianos dizem ter comprovado a existência do local ao examinarem 20 mulheres, das quais 11 relataram falta de prazer intenso no ato sexual e 9 que descreveram a ocorrência de orgasmos frequentes. Na verdade, desde a década de 50, o cientista alemão Ernest Gräfenberg já havia – digamos assim – desvendado que uma região erógena no órgão sexual feminino é capaz de levar às mulheres a um prazer indescritível. O ponto G ganhou este nome exatamente em homenagem ao seu primeiro descobridor. A versão italiana do ponto G relata a existência de uma anatomia diferente na genitália feminina. Seria uma espécie de tecido mais espesso, capaz inclusive de ser visualizado por ultra-som. Sem querer brincar com os cientistas pela "grande constatação", quando vi a notícia exibida em reportagem no Jornal da Globo de quinta-feira (21) me deu vontade de rir. Fiquei imaginando as filas que poderiam se formar em clínicas médicas para se fazer ultra-som. Afinal, encontrar com segurança esse localzinho já tirou o sono de muitas mulheres e homens mundo afora na hora do sexo. E pensei até nas faixas de promoção: "Não perca tempo! Encontre seu ponto G em 5 minutos – ultra-som por apenas R$ 120,00"… Convenhamos que um ponto G mapeado por um ultra-som é realmente demais! E a receita para o prazer desmedido, enlouquecedor, seria quase básica. Para aquelas mulheres com parceiro fixo bastaria mostrar o exame ao companheiro e caberia a ele diante da imagem real e da digitalizada conseguir a localização exata do ponto G. Depois, claro, estariam prontos para o ato sexual. Já para aquelas mulheres sozinhas que podem encontrar um parceiro no meio do dia ou da noite, vai se tornar imprescindível ter na bolsa, além de toda a parafernália feminina e a recomendada CAMISINHA, o bendito ultra-som. Sim, a rotina das mulheres jamais será a mesma depois que os italianos anunciaram a novidade. O ponto G talvez vire uma questão de honra. Com a tecnologia em mãos, imagine fazer sexo sem dar de cara com o tal ponto G. Um vexame com certeza para os machões e uma decepção para as mulheres ávidas por um orgasmo tipo "bipolar e trifásico". Sexólogos dobrem o expediente nos consultórios, a demanda vai aumentar. Pior: a frustração também. Pense nas mulheres que, em tese, não teriam o ponto G ou de tão preocupadas em tê-lo acabariam não chegando lá na hora H. Eu particularmente considero a pesquisa frágil pelo universo estudado, se é que posso fazer essa avaliação por ser somente uma jornalista. Não discordo que o ponto G seja realmente motivo para estudos e pesquisas. Sinceramente não sei se a satisfação e/ou desempenho sexual de uma mulher ou de um casal dependa tanto desse ponto G. Talvez seja preciso outros pontos para temperar a relação, que passam pelo amor, carinho, sinceridade, companheirismo… Quem sabe o G, cuja procura parece exaustiva para a ciência, seja um simples G de gentleman. Margareth Botelho é jornalista em Cuiabá e diretora de Redação de A Gazeta
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