Máquina do bem ou do mal?
Publicado em 9 de agosto de 2010 (há 16 anos, 2 meses e 14 dias)Atualizado em 31 de julho de 2026 (há 2 meses e 22 dias) DOCUMENTO HISTÓRICO E ACERVO Nosso acervo conta com mais de 5.000 publicações....
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| DIÁRIO CATARINENSE – SC | SAÚDE AIDS | CAMISINHA | DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSIVEIS | CONTRACEPTIVOS Programa que prevê a distribuição de PRESERVATIVO em colégios públicos levanta discussões e diferentes opiniões. Protótipo do equipamento será apresentado amanhã, em Brasília A máquina de PRESERVATIVO para escolas públicas, desenvolvida pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina (IF-SC), será entregue amanhã, às 9h, em Brasília. Uma equipe de pesquisadores apresentará o protótipo com alterações que facilitem a produção do equipamento. O programa do Ministério da Saúde também irá aproveitar um projeto de João Pessoa, na Paraíba. A instalação do equipamento nos ambientes de ensino tem despertado opiniões variadas. Para o vice-presidente da Associação de Pais e Professores (APP) do Instituto Estadual de Educação, Carlos Danilo Moreira Pires, trata-se de uma iniciativa que deve ser antecipada de medidas conscientizadoras sobre EDUCAÇÃO SEXUAL. Pires acredita que debates, palestras e orientações sobre o tema entre pais, alunos e professores são fundamentais para evitar possíveis problemas. – A precaução é importante, mas a implantação dessa máquina sem a devida orientação pode incorrer em um erro pior do que não tê-la. É preciso criar mecanismos não para dificultar, mas para que haja a distribuição com consciência – declara. A discussão sugerida por Pires é defendida também pelo secretário estadual de Educação, Silvestre Heerdt. Segundo ele, a comunidade escolar precisa ser ouvida para saber se pais e alunos estão de acordo com o projeto antes de colocá-lo em prática. – Disseminar a cultura do uso do PRESERVATIVO para evitar males maiores é válida, mas não podemos fazer isso afoitamente porque pode ser que estejamos estimulando o sexo prematuro – salienta Heerdt. Ainda não foram definidas as escolas que receberão as máquinas, mas três cidades já estão confirmadas: Florianópolis, João Pessoa e Brasília. Os alunos terão uma matrícula e receberão da escola uma senha para terem acesso gratuito aos PRESERVATIVOS. De acordo com a assessora técnica Nara Vieira, da Unidade de Prevenção do DEPARTAMENTO DE DST/AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, o objetivo é ampliar o acesso de adolescentes e jovens aos PRESERVATIVOS, que muitas vezes ficam constrangidos em adquirir. Outra intenção é incentivar o debate sobre a sexualidade nas escolas por serem espaços de socialização e onde temas como estes aparecem no cotidiano dos adolescentes. – O nosso papel é pensar em políticas que dão subsídios para que as medidas de prevenção possam ser adotadas – diz. Equipamentos devem chegar até o fim do ano A expectativa é de que as máquinas cheguem aos colégios até dezembro. A coordenadora do programa Educação e Prevenção na Escola vinculada à Secretaria de Estado de Educação, Rosemari Koch Martins, informa que até lá serão feitas consultas ao corpo pedagógico, aos alunos e aos pais para saber a receptividade do programa. – Nada vai ser imposto. A questão da sexualidade já vem sendo inserida no currículo, se desdobrando em temas como doenças sexualmente transmissíveis, AIDS, gravidez e CONTRACEPTIVOS, por exemplo. Esses dispensários passam a ser mais um instrumento de trabalho pedagógico para o professor |
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