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, Mostra internacional de cinema de sp será aberta nesta quinta-feira, 18, com filme de babenco. dois filmes incluídos na programação abordam o tema da aids 18/10/2007 – 16h00Cena do filme “As Testemunhas”, do cineasta francês André Téchiné, que trata do início da epidemiaO filme escolhido para a abertura da 31ª edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo nesta quinta-feira, 18, é “O Passado”, novo filme do diretor Hector Babenco, estrelado por Gael García Bernal. A produção Brasil-Argentina é inspirada no livro do argentino Alan Pauls, que aborda o tema da relação amorosa pela perspectiva da separação e da memória. Dois filmes que abordam a temática da Aids estão na programação do evento. A nacionalidade dos diretores é distinta, assim como a maneira de olhar, ou melhor, registrar a epidemia. Enquanto “As Testemunhas” (2007), do veterano André Téchiné, trata do início da Aids na França, “Estamos Juntos” (2006), do estreante Paul Taylor, mostra o dia-a-dia de uma instituição sul-africana que atende órfãos que tiveram, em sua maioria, os pais vitimados pelo HIV. Na última terça-feira (16/10), a Agência de Notícias da Aids assistiu aos dois filmes que integram a seleção da Mostra (conheça). A seguir, uma breve análise das obras e suas datas (e horários) de exibição no evento, que termina em 1º de novembro. Dirigido e roteirizado por André Téchiné, o filme pode ser dividido em duas partes (e de fato é): a primeira, alegre; a segunda, melancólica. Uma mãe que não nasceu para a maternidade ou, ao menos, vivencia essa dificuldade; um marido que não consegue manter a fidelidade (valor subentendido em uma relação a dois) e um soropositivo que não quer encarar a realidade. Essas são características dos personagens que compõem um triângulo amoroso nada convencional. Para o diretor, o tema ainda “assusta.” “A tragédia da Aids foi uma grande virada em minha vida. Perdi muitos amigos nessa época [início dos anos 80]. Me sinto um sobrevivente, como se eu tivesse escapado de meu destino. Esse filme foi um dever de memória. Ele me tomou tempo”, revelou, em abril deste ano, André Téchiné. A entrevista, publicada pela revista francesa Nouvel Observateur, foi reproduzida pelo caderno MAIS!, do jornal Folha de S. Paulo (leia). Para Michel Blanc, um dos protagonistas do filme, o vírus HIV mantém-se como “um tabu real”.Datas e Horários de Exibição (local)-Sábado (20/10) – 17h40 (Unibanco Arteplex 3)-Segunda-feira (22/10) – 22h10 (Unibanco Arteplex 2)-Quinta-feira (01/11) – 17h20 (IG CINE)ESTAMOS JUNTOS (2006)No continente africano, a Aids é uma pandemia. Isso fica ainda mais evidente na obra de Paul Taylor, embora esse não seja o foco da película. Curto, apenas 1 hora e 26 minutos de duração, o filme mostra a trajetória de um grupo de crianças e adolescentes órfãos da África do Sul. Todos moram em uma espécie de orfanato. E a maioria integra o coral do lugar. O talento dos jovens fará com quem recebam um convite para se apresentar na Inglaterra. O filme é tocante, mas não piegas. Há uma grande diferença etimológica entre os dois termos. Datas e Horários de Exibição (local)-Sábado (20/10) – 15h50 (Cine Bombril/Sala 2)-Quinta-feira (25/10) – 19h00 (FAAP)-Sábado (27/10) – 21h10 (Cinesesc)*Programação sujeita a alterações (de acordo com a própria organização da Mostra). Léo Nogueira

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