
Poliana Lisboa
Enquanto foliões estão em contagem regressiva para o carnaval, autoridades trabalham para minimizar as consequências negativas da festa. Entre as ações para a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DST) e gravidez indesejada, haverá distribuição de camisinhas, material educativo e campanhas veiculadas nos meios de comunicação.
As DSTs merecem atenção especial. Em até 95% dos casos elas podem ser evitadas com o uso do preservativo em todas as relações sexuais (oral, anal e vaginal). Entre as mais comuns, estão o HPV, clamídia, gonorreia, sífilis, cancro mole, herpes e a aids. Quando não diagnosticadas e tratadas a tempo, podem evoluir para complicações graves.
De acordo com o ginecologista Nelson Uchimura, as doenças bacterianas podem ser curadas. “Mas aquelas virais, como o HPV, herpes e aids, só podem ser controladas. Por exemplo, o vírus HIV é responsável pela aids que, apesar de assintomática, atinge o sistema imunológico da pessoa que fica vulnerável a outras doenças.”
A exemplo da aids, outras destas doenças podem se apresentar assintomáticas. Por isso, a recomendação do Ministério da Saúde é que todos com vida sexual ativa procurem a rede pública de saúde e façam exames periodicamente.
Em Maringá, no período pós-carnaval é observado aumento de até 20% na procura por testes de DST no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), da Policlínica Zona Sul (Rua Tabaetê, 396). “O normal é atendermos até 350 pessoas por mês. E pode chegar a 420 no mês seguinte à festa”, afirma a coordenadora do serviço de DST/Aids, Eliane Biazon.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, além do CTA, todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) podem fazer o teste convencional que inclui aids, sífilis e hepatites B e C. Mas é preciso passar por consulta médica. Já para o teste rápido da aids, ofertado por enquanto apenas na Policlínica CTA, não há esta necessidade. A partir da próxima sexta-feira, ele poderá ser feito também no Centro de Testagens Móvel. “Tiramos uma ou duas gotas de sangue do dedo e, em 15 minutos, a pessoa tem o resultado”, explicou Eliane.
Outro risco do sexo sem proteção é a gravidez indesejada. Uchimura lembra que por não ser programada, os índice de abortos naturais e provocados são maiores, o que coloca em risco a saúde da gestante. “Se a mulher tem uma DST, ela ainda pode ser transmitida à criança durante a gestação, o parto ou, no caso da aids, até mesmo na amamentação.”
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