Número no estado passou de 1.645 para 4.353, no período de 2001 a 2009; foram registrados casos da doença em 166 municípios. São Luís tem o maior índice da doença, com 2.067 registros. Mais de 2 mil podem estar infectados sem saber O crescimento do número de casos de AIDS no Maranhão é considerado preocupante por especialistas. Em apenas oito anos, de 2001 a 2009, o número de casos identificados quase triplicou, passando a ser de 1.645, apontado de 1991 a 2000, para 4.353. O estado teve os serviços de assistência aos portadores da doença avaliados no período de 2007 a 2008 pelo Programa de Autoavaliação da Qualidade da Organização da Assistência Ambulatorial (QualiAIDS), que motivou a realização da Oficina Estadual de Avaliação dos Serviços Ambulatoriais em HIV/AIDS no SUS, quinta-feira e ontem, no Hotel Litorânea. Conforme Amparo Cardoso, técnica da Secretaria de Estado da Saúde (SES), dos 217 municípios que compõem o território maranhense, 87 dispõem de profissionais capacitados para aplicação do teste que constata o vírus HIV, fator fundamental para contabilização dos casos da doença. Atualmente, de 2001 a 2009, já foram registrados casos da doença em 166 municípios do Maranhão. As cidades que apresentam maior índice da doença, até 2008, são São Luís, Imperatriz, São José de Ribamar, Caxias e Bacabal (ver quadro). De 1991 a 2000, o número de cidades com pessoas infectadas era de 109 e de 1985 a 1990, apenas 19. Sem registro – Para a coordenadora estadual do programa de doenças sexualmente transmissíveis e AIDS, Sílvia Viana, os números poderiam ser ainda maiores no Maranhão. O órgão estima que mais 2 mil pessoas têm a doença sem ainda ter sido atestada. “As pessoas precisam fazer o teste para saber se estão ou não contaminadas. Quanto mais cedo fizerem, melhor para o tratamento. Quem mais faz o teste são mulheres gestantes ou quem já sente os sintomas, em estado mais grave”, assinalou. Por causa dos altos índices e também como forma de prevenção e controle da doença, o Maranhão, assim como todos os outros estados do Brasil, foi submetido ao QualiAIDS, programa do Ministério da Saúde que promove o monitoramento e avaliação dos serviços oferecidos aos pacientes com HIV. A ação permite que gestores e equipes das coordenações estaduais e municipais de HIV e AIDS monitorem e avaliem o trabalho desenvolvido. Na avaliação, constam 107 questões e, por meio desta, o perfil de qualidade do conjunto dos serviços é submetida a uma técnica de agrupamento via k-médias. O sistema possibilitou agregar os serviços em seis agrupamentos estatisticamente diferentes que indicam níveis de qualidade decrescentes, sendo o primeiro grupo o de melhor qualidade, e o sexto grupo o de pior qualidade. O Maranhão apresentou serviços nos níveis 1, 3, 4 e 5. De acordo com Tatianna Meireles Alencar, representante do Ministério da Saúde na Oficina Estadual de Avaliação dos Serviços Ambulatórios em HIV/AIDS no SUS e membro do departamento de AIDS, DST e Hepatite, o exame mostra os pontos fortes e fracos de cada localidade. “Com a avaliação, os estados podem apresentar resultados e reorganizar os serviços. Porém, temos que pensar a assistência além da medicação. Para isso, é importante a realização de oficinas como essa”, considerou. Tatianna Alencar também afirmou que as problemáticas enfrentadas para os avanços na constatação e tratamento da doença é a ausência de supervisão, técnicos e profissionais, e dificuldade no gerenciamento dos recursos. Números Casos do MA até 2008 São Luís 2.067 Imperatriz 575 São José de Ribamar 112 Caxias 83 Bacabal 60
O ESTADO DO MARANHÃO-MA |
Editoria: | Pág. | Dia / Mês/Ano: |
|
CIDADE |
|
11/OUTUBRO/09 |
Descubra mais sobre Blog Soropositivio Arquivo HIV
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
