A luta contra o vírus da AIDS e o tratamento de pessoas soropositivas continua com peso em toda a América Latina, parte do continente onde as estatísticas de novas infecções vêm diminuindo desde o ano de 2000.

O principal foco dos países latinos é a ampliação de possíveis tratamentos médicos contra a doença, que ainda atinge 1,8 milhões de latino americanos, incluindo o Brasil, que lidera o ranking quando o assunto é número de indivíduos na luta contra a AIDS – o país é responsável por um terço dos soropositivos latinos.

Na América Latina, aproximadamente 70% de todos os infectados com o vírus ganham acompanhamento farmacológico, mas é uma pena que mais de 800 mil não possam o receber pela falta de recursos suficientes.
Na Argentina, nossos vizinhos, são 130 mil os indivíduos que convivem com a doença, o que fez com que o governo destinasse dinheiro antes reservado para armas para o financiamento de programas que lutam contra o vírus.
Uma das principais ações tomadas na América Latina é a proteção, para prevenir a transmissão da doença de mães para filhos. Tal tática tem 53% de cobertura, mas nos países Equador, Uruguai, Nicarágua, Costa Rica, Argentina e Chile ela apresenta ainda maior eficácia: 80% de prevenção.
O México, por sua vez, disponibiliza para os seus 144 mil soropositivos acesso totalmente gratuito a antirretrovirais. A Bolívia toma as mesmas ações com os cerca de 6,5 mil pacientes contagiados pela Aids.

No Chile, as ações são direcionadas para os contagiados que não possuem renda o suficiente para arcar com os tratamentos, tratando ainda mais cerca de 7 mil pacientes por meio do Fundo Global das Nações Unidas.
Segundo pesquisas, são quatro os países da América Latina onde a Aids é colocada em um ranking de 10 causas de doenças incapacitantes, sendo eles Honduras, Venezuela, Colômbia e Panamá. Enquanto isso, a Aids também assombra outros sete países latinos, aparecendo no ranking que definem as 25 principais causas de enfermidades no mundo, sendo alguns deles o Peru, Equador, Bolívia, Guatemala e o próprio Brasil que, como já foi dito, tem um total de 33% das pessoas soropositivas da América Latina.
Os progressos na América Latina são notáveis, porém, a mortalidade ainda é grande por conta da doença, que atinge indivíduos principalmente entre os 25 e 45 anos de idade.

Os grandes problemas na vida das pessoas soropositivas são o preconceito e a discriminação, o estigma e a ignorância, fatores excludentes, inclusive, debalde leis “protetoras”, do mercado de trabalho.
Mas este será assunto de outro post.
Cláudio Santos de Souza







