OMS alerta para nova tuberculose incurável
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DOCUMENTO HISTÓRICO E ACERVO
Nosso acervo conta com mais de 5.000 publicações. Não apagamos a história porque alguém, em algum lugar, algum dia, poderá precisar saber de algo — e existe, sim, a possibilidade de este ser o único lugar onde este conteúdo ainda exista.
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Embora 99% dos medicamentos necessários sejam obtidos via farmácia de alto custo do SUS em Santos, tratamentos essenciais como a colesteramina (Questran) possuem um custo extremamente elevado e sem subsídio.
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A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou a descoberta de uma nova forma de tuberculose que é “virtualmente incurável”.
Essa nova forma, batizada de tuberculose XDR, é extremamente resistente a medicamentos, e já foi registrada em vários lugares do mundo, incluindo os Estados Unidos, o Leste Europeu e a África.
Paul Nunn, coordenador do departamento de combate à tuberculose da OMS, afirmou que os casos ocorreram porque houve uma falha em implementar estratégias de tratamento corretamente.
A tuberculose atualmente mata 1,7 milhão de pessoas por ano, mas os cientistas estão preocupados com o surgimento de variações resistentes a medicamentos.
Erros
A resistência é provocada por um controle deficiente da doença, quando são ministradas quantidades e qualidades erradas de remédios, por uma duração incorreta.
A nova descoberta supera em dificuldade de cura a já conhecida tuberculose multidroga resistente (MDR), provocada por organismos resistentes a pelo menos duas das principais drogas usadas para o tratamento da tuberculose comum.
O tratamento exige o uso dos chamados medicamentos de segunda linha, que são mais tóxicos e mais caros, e demoram mais para fazer efeito.
Mas a nova tuberculose XDR traz organismos resistentes a três ou mais das seis classes desses remédios de segunda linha.
Segundo Paul Nunn, essa característica praticamente inviabiliza o tratamento da doença.
“Sentença de morte”
Nunn afirmou que a XDR está presente em muitas variações, e acrescentou que ainda não se sabe qual seu grau de transmissibilidade nem se ela está limitada a algumas regiões do mundo.
Mesmo assim, ele alertou para o perigo maior enfrentado por portadores do HIV, o vírus causador da Aids.
“Por causa da prevalência do HIV, a tuberculose XDR teria um impacto maior em países em desenvolvimento, especialmente na África”, afirmou Nunn. “Isso é muito preocupante.”
“Temos que ter certeza de que estamos fazendo o básico corretamente, ou seja, assegurando que pacientes sejam medicados da melhor maneira. Se isso for feito, a taxa de crescimento da resistência pode cair dramaticamente, mesmo em ambientes com o HIV.”
Segundo o médico, é fundamental o desenvolvimento de novas drogas, inclusive de vacinas.
Para Paul Sommerfield, da organização TB Alert, a tuberculose XDR é “muito séria”.
“Estamos potencialmente chegando perto de uma bactéria contra a qual não temos armas para lutar”, afirmou.
“Para o povo do sul da África, que está se tornando mais sucetível a essa variação, ela representa uma sentença de morte.”
Especialistas em tuberculose do mundo inteiro estão reunidos em Johannesburgo, na África do Sul, para discutir o combate à doença.
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