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OMS recomenda fim do uso de estavudina contra a Aids

 

30/11 – 19:48 – Leoleli Camargo, iG São Paulo

 

Na véspera do Dia Mundial de Luta contra a AIDS, a Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou uma série de novas diretrizes para o tratamento da doença, que afeta 33,4 milhões de pessoas em todo o planeta.

 

Entre elas está a recomendação de iniciar mais cedo o tratamento e abandonar o uso de estavudina, também conhecida como d4T, uma droga amplamente usada para tratar a enfermidade, especialmente em países pobres e em desenvolvimento.

 

Segundo a entidade, as novas recomendações estão baseadas no que há de mais atual em termos de literatura científica sobre o tema. Na prática, devem culminar em aumento dos gastos com o tratamento da AIDS, já que a estavudina é hoje a opção mais disponível e com preços mais acessíveis.

 

A recomendação de descontinuar gradativamente a prescrição de estavudina já havia sido dada em 2006 pela própria OMS, por conta dos efeitos de longo prazo causados pela droga, em especial a lipodistrofia (perda de gordura corporal), que a organização cita como “desfigurante e incapacitante” no relatório divulgado nesta segunda-feira. Hoje, segundo a organização, metade dos 4, milhões de portadores do vírus que tomam anti-retrovirais usa um esquema de tratamento contendo a estavudina. A recomendação agora é de que ela seja, na medida do possível, substituída pela zidovudina ou pelo o tenofovir.

 

Outra diretriz divulgada foi a de que os portadores de HIV iniciem o tratamento mais cedo. A última orientação da OMS, feita em 2006, sugeria que os portadores do vírus iniciassem o tratamento assim que seus níveis de CD4 (célula de defesa) fossem iguais ou inferiores a 200 células por milímetro cúbico de sangue. De acordo com a nova recomendação, agora o tratamento deve começar quando a contagem for igual ou inferior a 350 células por milímetro cúbico de sangue. A nova diretriz serve para todos os pacientes com HIV, inclusive grávidas, independente da presença dos sintomas da doença.

 

O relatório com as novas diretrizes também apontou que o número de pacientes que recebem anti-retrovirais vem aumentando nos últimos anos. Ainda assim, menos da metade dos que precisam de tratamento recebem a medicação. Desde o surgimento de drogas eficazes para o tratamento da Aids, a OMS estima que aproximadamente 2,9 milhões de vidas foram salvas.

 

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