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OMS recomenda abandonar droga anti-HIV estavudina, informa o Globo On Line

 

 

30/11/2009 – 18h10

 

Por Stephanie Nebehay

 

GENEBRA (Reuters) – Os países devem abandonar gradualmente o uso do medicamento estavudina, o mais comum na luta contra a Aids, por causa de seus efeitos colaterais “duradouros e irreversíveis”, disse a Organização Mundial da Saúde nesta segunda-feira.

 

Numa profunda alteração das suas diretrizes, a OMS recomendou também que vítimas do HIV, inclusive grávidas, comecem a tomar os medicamentos antes, a fim de terem uma vida mais longa e saudável.

 

Pela primeira vez, a agência da ONU orienta as soropositivas e seus bebês a usarem as drogas na fase da amamentação, para evitar a chamada transmissão vertical do vírus da Aids.

 

A estavudina, também conhecida como d4T, é comercializada pelo laboratório norte-americano Bristol-Myers-Squibb sob o nome de Zerit. Os laboratórios indianos Cipla, Aurobindo Pharma e Strides Arcolab oferecem versões genéricas.

 

Amplamente disponível nos países em desenvolvimento, a estavudina é uma terapia de primeira linha, relativamente barata e fácil de usar, segundo a OMS. Mas ela gera distúrbios neurológicos que causam formigamento e queimação nas mãos e pés, além de perda de gordura corporal (lipotrofia), sequelas que a OMS considerou “incapacitantes e desfigurantes.”

 

Por isso, a agência recomendou aos países que gradualmente substituam a estavudina por alternativas menos tóxicas e “igualmente eficazes”, como zidovudina (AZT) ou tenofovir (TDF)

 

Atualmente há cerca de 20 medicamentos contra a Aids no mercado, muitos deles em coquetéis que juntam várias drogas em um só comprimido.

 

Anteriormente, os médicos adiavam a administração para evitar os efeitos colaterais e a resistência do HIV às drogas. Mas vários estudos recentes mostram que a rápida administração dos medicamentos pode manter os pacientes saudáveis por mais tempo.

 

Dos cerca de 4 milhões de soropositivos que usam antirretrovirais no mundo, cerca de 2 milhões recebem a estavudina. Em 2006, quando a OMS começou a cogitar abandonar essa droga, 80 por cento dos pacientes a usavam, segundo Siobhan Crowley, do Departamento de HIV/Aids da OMS.

 

De acordo com a OMS, “as novas recomendações se baseiam em um sólido corpo de evidências indicando que as taxas de morte, morbidade e transmissões do HIV e tuberculose são reduzidas iniciando o tratamento antes – isso prolonga e melhora a qualidade de vida.”

 

Em relatório divulgado na semana passada, a ONU estimou que o vírus HIV atinja atualmente 33,4 milhões de pessoas, sendo dois terços delas na África Subsaariana.

 

Fonte: O Globo

 

Agência de Notícias da Aids 

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01/DEZEMBRO/09

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