Papa acusa organizações internacionais de promoverem aborto na África

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A tarde Online

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20/NOVEMBRO/07

19/11/2007 (14:37) |

 

 O Pontífice não deu nome a nenhuma das "entidades

Agência EFE

O Papa Bento XVI acusou hoje entidades internacionais de promoverem o aborto na África durante discurso aos representantes da Conferência Episcopal do Quênia, que estão no Vaticano em visita "ad limina apostolorum" – viagem que deve ser feita por todos os bispos a cada cinco anos.

Em discurso sobre os problemas enfrentados pelo continente africano, Bento XVI mostrou preocupação com o fato de "a cultura globalizada secular exercer uma influência crescente sobre comunidades locais como conseqüência de campanhas realizadas por agências que promovem o aborto".

O Papa explicou que, para a Igreja Católica, "esta destruição direta de uma vida humana inocente não pode ser justificada".

E pediu à comunidade católica que, nestes casos, "ofereça apoio" às mulheres que tenham dificuldades de aceitar uma gravidez, sobretudo quando estão isoladas da família e de amigos.

Além disso, convidou a acolher quem "se arrepender de ter cometido o pecado grave de aborto" e a "guiá-los com a caridade pastoral para aceitar a graça do perdão, a necessidade da penitência e a alegria da entrada mais uma vez na nova vida de Cristo".

O Pontífice não deu nome a nenhuma das "entidades" e organizações internacionais às quais acusou de "promover o aborto". Mas, nos últimos meses, o Vaticano tem criticado duramente a Anistia Internacional (AI) por defender o direito da mulher a abortar em caso de estupro.

A AI diz não promover o aborto e especificou que defende, no entanto, o direito da mulher em decidir, "livre de temor, ameaça e coerção", quanto "às eventuais conseqüências de um estupro e outras graves violações de seus direitos humanos".

Joseph Ratzinger também declarou que "as noções desordenadas da vida em família e do casamento" na África estão "diretamente relacionadas" com "os males que afligem algumas partes de sociedade africana, como a promiscuidade, a poligamia e a forte presença de doenças sexualmente transmissíveis", como a Aids.

E acrescentou que, "por isso, é importante ajudar os pais a ensinarem suas crianças sobre como viver uma visão cristã de casamento, concebido como uma união indissolúvel entre um homem e uma mulher".

Em seu discurso, o Papa encorajou os bispos quenianos a ajudarem seus sacerdotes para que cresça "a solidariedade entre eles, com sua gente e com seus superiores".

"A unidade visível entre os dirigentes espirituais pode ser um antídoto poderoso contra a divisão dentro da mais ampla família do povo de Deus", acrescentou.


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