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ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO |
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A Tribuna – SP |
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13/JUNHO/07 |
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Da Redação
Flávia Saad
O sexo antes do casamento já não é mais tabu para o jovem santista. O Instituto de Pesquisas A Tribuna (IPAT) realizou no último final de semana uma sondagem com pessoas de 15 a 21 anos que concluiu que 69,8% consideram que casar virgem não é importante. Por outro lado, 23,4% dos entrevistados acreditam na abstinência.
Segundo o estudo, 31,9% atribuem à religião o adiamento da primeira experiência; já 27,7% temem a banalização do sexo. Os riscos de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) preocupam 22,3%, e a gravidez indesejada, 18,1%.
Entre os que não dão importância para a virgindade, a idade ideal para a iniciação sexual é entre 15 e 17 anos. Mais da metade das meninas (58,9%) acredita que não há idade certa e que isso depende de cada pessoa. Para a maior parte das entrevistadas (32,5%), a primeira relação sexual deve acontecer entre três meses e um ano de namoro; 27% acham que um casal só pode transar com mais de um ano de relacionamento.
Quando se trata de virgindade, os números não são muito diferentes entre os sexos: 20,1% dos homens acreditam ser importante casar virgem, contra 26,9% das mulheres. Entre eles , 43,9% apontam a religião como o maior motivo para se resguardar.
OPINIÕES
Alcindo Gonçalves, coordenador do IPAT, se diz um pouco surpreso com os resultados. ‘‘Eu esperava que a porcentagem que não se importa com a virgindade chegasse a 80% ou mais, por conta da evolução dos costumes. No entanto, descobrimos que quase um em cada quatro jovens ainda adota uma postura conservadora em relação ao sexo. Essa é a função da pesquisa: colocar tudo às claras e derrubar certos mitos’’, comenta.
De acordo com Débora Veloso, professora da disciplina de Saúde e Sexualidade do Colégio Universitas, os números refletem a situação que ela vivencia em sala de aula. ‘‘Os adolescentes são muito impulsivos e intensos nos relacionamentos. O sexo se torna um ponto-chave do namoro, uma forma de se conhecer um ao outro e demonstrar compatibilidade e fidelidade’’.
Quanto ao fato de que a religião adia a primeira vez de muitos jovens, a psicóloga observa que há grande diferença entre as classes sociais. ‘‘A estrutura familiar, a escolaridade e o ambiente em que esse adolescente vive interferem em sua vida social e nas decisões que ele toma. Mas é possível notar que, apesar de a vivência ser diferente, as dúvidas sobre sexo são parecidas’’.
Para Débora, a iniciação sexual é relativa e não ocorre no momento em que o hímen se rompe. ‘‘A virgindade não deve ser considerada física e sim emocional. Há meninas que já fizeram de tudo e são virgens ainda. É uma hipocrisia, que tem origem nos valores morais’’.
A professora destaca que, se, por um lado, os garotos enxergam a primeira vez com naturalidade, as adolescentes são muito criticadas por demonstrar ou comentar suas experiências. ‘‘Os padrões estabelecidos entre o grupo são complicados. Os meninos se exibem para eventualmente atrair mais parceiras, mas elas não comentam sobre suas experiências, com medo de serem consideradas promíscuas’’, completa.
Metodologia
A pesquisa foi realizada com jovens entre 15 e 21 anos, abordados em vários pontos da Cidade no dia 9 de junho (sábado), das 10 às 14 horas.
Realização
Entrevistadores treinados e um fiscal de campo conduziram os questionários que, em seguida, foram aferidos em um processo de consistência e tabulados. Os resultados são as frequências relativas (porcentagem).
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