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15/FEVEREIRO/08 |
14 de Fevereiro de 2008 – 19h56 – Última modificação em 14 de Fevereiro de 2008 – 19h56
Luana Lourenço*
Repórter da Agência Brasil
Brasília – As políticas públicas de saúde voltadas para portadores do HIV não têm alcance nacional e não se articulam com iniciativas estaduais e municipais de atendimento aos pacientes soropositivos.
A crítica foi feita hoje (14) pelo presidente da organização não-governamental (ONG) Grupo de Apoio à Prevenção à Aids (Gapa) de São Paulo, José Carlos Veloso. Ele representou a sociedade civil na apresentação do relatório UNGASS: Resposta Brasileira à Epidemia de Aids 2005-2007.
O documento aponta diferenças entre a busca por tratamento de acordo com as regiões do país. Enquanto na Região Sul, o índice de início tardio do tratamento é de 40,8%, na Região Norte, pouco mais da metade dos portadores do HIV – 50,3% – têm acesso tardio ao sistema de saúde.
Na avaliação de Veloso, a falta de interlocução entre políticas de saúde sexual e direitos reprodutivos nos níveis federal e estadual e a pouca inserção dessas medidas nos municípios é um dos pontos frágeis do programa brasileiro de atendimento a cidadãos soropositivos.
“As políticas de âmbito federal têm pouca inserção nos municípios. Quando ela vai para a ponta, no interior do país, ela tem pouca inserção porque depende muito do gestor local, da vontade política local. Há pouca interlocução entre os gestores de saúde, entre as secretarias estaduais e municipais”, avaliou.
Veloso também destacou a falta de continuidade de algumas iniciativas, que, segundo ele, por serem “programas políticos” são extintos quando há mudança de gestores.
A necessidade de capacitação para os profissionais do sistema de saúde sobre a temática do HIV também foi apontada por Veloso como uma das demandas da sociedade civil. “É preciso ter um profissional de saúde sensibilizado para essa temática específica.”
Na avaliação do representante da ONG, “há uma lacuna muito grande” em relação a políticas de saúde sexual voltadas para a população jovem, principalmente para os que já nasceram com o vírus. Veloso também apontou a necessidade de uma visão mais ampla da situação das mulheres portadoras do HIV no Brasil.
“As ações no setor de saúde para as mulheres ainda estão muito focadas na maternidade. Não enxergam a mulher como um todo, somente como mãe. Ações para evitar que a mãe transmita para o bebê e não enxergam a mãe como profissional, sua saúde na integralidade”, comentou.
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