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Portadores do HIV vendem artesanato

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, (nota do Editor: Esta coisa de portador de HIV vender artesanato para arrecadar renda é a mesma coisa que empregar anão em circo. Os anões, e nós, portadores de HIV, somos dignos de quaisquer atividades. com isso não quero dizer que trabalhar no circo ou ser artesão sejam coisas indignas. Mas é a redução do universo destas pessoas -que inclui a mim- a estas atividades. Na França havia um funesto esporte, agora proibido por lei: O “Arremesso de anões em distância”. A coisa era muito feia, pois ganhava quem lancasse o anão a uma maior distância”. Os anões, e a anãs, comp´letamente isolados da sociedade por conta de sua aparência fisica, meramente diferente, acabavam sujeitando-se a tal ignomínia pela necessidade de sobreviver –anões comem, precisam comer–. Vai me parecendo aqui que o arremeso de portadores de HIV se converte em feira de artesanato. Tive uma namorada que fazia roupas de croche para mulheres da noite, coisas malucas. Ficava com o olho pregado naquele croche até os olhos lacrimejarem, trabalhava uma semana naquilo e quando conseguia vender bem, era por 150 reais…; Acho ótimo que estas feiras de arremessos de soropositivos aconteçam, pois iso deve fazer refletir quem discrimina uma pessoa no mercado de trabalho por conta de sua sorologia, usando de práticas criminosas, como testar a pessoa para HIV na “seleção”, ver o diagnóstico positivo, não admitir a pessoa na empresa e simplesmente não avisá-la da sorologia –vc duvida, procure aqui no site uma matéria da Isto é, com o advogado Marcelo Turra, “o direito dos aidéticos… leial lá, leiam, vai valer a penaAgora voces ficma com a matéria do arremesso, ou feira, como queiram….Renda será revertida para a compra de material e oficinas A Associação Brasiliense de Combate à Aids – ONG Grupo Arco-Íris promove, hoje, bazar beneficente na QI 21 do Lago Sul. Estão à venda, desde ontem, diversos produtos artesanais, como velas, tecidos pintados à mão, marchetaria, objetos de decoração, entre outros. Todo os itens foram confeccionados por portadores do vírus HIV atendidos pela entidade. O Grupo Arco-Íris (não confundir com a ONG de mesmo nome voltada para a causa homossexual) está em atividade desde 1990. Seus principais objetivos são prevenir a disseminação da doença, assistir os infectados e conscientizar a sociedade. “Fazemos um trabalho visando a reintegração dessas pessoas na sociedade e no mercado de trabalho”, explica a presidente em exercício da ONG, Adilce Conceição. Por meio de oficinas, o Grupo Arco-Íris forma artesãos aptos a atuar nesse ofício. O grande desafio ainda é a discriminação. “As pessoas ainda vêem os portadores do vírus HIV com medo. Acham que elas fazem parte de algum grupo de risco ou são profissionais do sexo. Mas, hoje em dia, não existe grupo de risco, mas comportamento de risco”, reforça Adilce. O Grupo Arco-Íris divulga seus trabalhos por meio das unidades de saúde de referência (existem sete em todo o Distrito Federal) que lidam com portadores do HIV. Seus projetos são financiados por convênios com empresas ou com o governo. Adilce Conceição informa que ainda não tem uma definição de seus atuais patrocinadores sobre a continuidade deste investimento para projetos futuros. A verba arrecadada no bazar será revertida para os próprios artesãos e para a compra de materiais para as oficinas.Visibilidade Ao todo, oito artesãos estão expondo seus trabalhos no bazar. Porém, por questões financeiras (muitos moram longe do local) e também por conta da insegurança, a maioria não estará presente ao evento. “Seria uma forma de assumir sua condição de soropositivo e muitos deles têm medo dessas visibilidade”, comenta Adilce. Rosana Meneguetti, proprietária da residência onde o bazar está sendo realizado, é um exemplo do colaboradores da Arco-Íris. “Esses artesãos precisam de um espaço para mostrar seus trabalhos. E ceder este espaço é o que eu posso fazer para ajudar”, diz. Além de ceder a casa, ela também divulgou a atividade para a imprensa. Engajada na questão da educação sexual, Rosana fez questão que a ONG trouxesse para o bazar os ítens utilizados nas palestras sobre sexo seguro. “As palestras não fazem parte da programação”, avisa Adilce, “mas estamos preparadas para falar sobre o assunto com qualquer pessoa interessada”, continua. Segundo informações da Organização das Nações Unidas (ONU) cerca de 620 mil portadores do vírus HIV vivem no Brasil, número que representa um terço do total de soropositivos da América Latina.Bazar beneficenteDe 9h e 17hSHIS QI 21, conjunto 2, casa 1.


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