Primeira pílula anti-AIDS?

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Truvada: Pílula anti-AIDS?  Primeira pílula anti-AIDS? lazy placeholderA uma se­m­ana da 12ª Con­ferência Mun­di­al de AIDS que será real­iz­ada em Wash­ing­ton, nos Es­ta­dos Unidos, a Agência Fed­er­al de Al­i­men­tos e Medic­a­men­tos (FDA) do país anun­ciou um re­forço no ar­sen­al de pre­venção con­tra o HIV. On­tem, o órgão apro­vou o uso de um remédio an­tir­ret­ro­vir­al já ex­ist­ente no mer­cado amer­icano desde 2004 para pess­oas não in­fecta­das, mas que cor­r­em maior risco de con­trair o vírus, como usuári­os de dro­gas in­jetáveis e par­ceir­os sexuais de sor­o­pos­it­ivos. O Truvada, a pílula anti-AIDS do labor­atório Gilead Sci­ences, é a primeira pílula pre­ventiva já desen­volvida e, a partir de ho­je, poderá ser ven­dida para esses fins nos Es­ta­dos Unidos, com pre­scrição médica.

A aprovação do FDA ocor­reu de­pois de dois estudos in­di­car­em a eficácia do medic­a­mento como me­dida pro­filática. Um deles, fin­an­ciado pelos In­sti­tutos Nacion­ais de Saúde (NIH) dos EUA, re­duziu em 42% os riscos de in­fecção quando test­ado entre 2,5 mil ho­mos­sexuais não in­fecta­dos. A outra pesquisa, da Uni­ver­sid­ade de Wash­ing­ton, foi feita com 4,8 mil ca­sais het­eros­sexuais, em que uma das pess­oas era sor­o­pos­it­iva, e al­cançou um índice de pre­venção de 75%. Nos dois estudos, par­ti­ciparam in­divídu­os que ad­mitiam ter um com­porta­mento de risco. Ou seja, não usavam Pre­ser­vat­ivos. Para trata­mento de sor­o­pos­it­ivos, o remédio é ad­min­is­trado em um coquetel. Como pre­ventivo, a poso­lo­gia será de uma pílula diária.

“A aprovação de ho­je rep­res­enta um marco histórico na nossa luta con­tra o HIV“, afirm­ou, em comu­nic­ado de im­pren­sa, Mar­garet A. Ham­burg, dire­tora da FDA. “A cada ano, cerca de 50 mil adul­tos e ad­oles­cen­tes norte-amer­icanos são dia­gnost­ic­a­dos com HIV apesar da dispon­ib­il­id­ade de méto­dos de pre­venção e de es­tratégi­as edu­cativas. Nov­os trata­men­tos, bem como méto­dos de pre­venção, são ne­cessári­os para com­bater a epi­demia de HIV no país”, disse. No Brasil, de acordo com a as­sessor­ia de im­pren­sa da Agência Nacion­al de Vi­gilância San­itária (An­visa), o Truvada foi aprovado em maio como an­tir­ret­ro­vir­al, mas ainda não há, no país, autor­ização para que o remédio seja ven­dido também como meio de pre­venção.

Sor­o­pos­it­ivo há 25 anos e in­teg­rante da co­ordenação da or­gan­ização não gov­er­na­ment­al (ONG) Grupo Pela Vidda, Mur­ilo Bezerro Duarte, 55, teme que a me­dida pro­filática acabe in­centivando um com­porta­mento ir­re­sponsável na pop­ulação. “A única pre­venção cor­reta que ex­iste é o uso de Pre­ser­vat­ivo. Esse medic­a­mento é mais in­dic­ado para re­forçar, como no caso em que a Cam­isinha es­toure, por ex­em­plo. O perigo é que as pess­oas banal­izem o HIV, algo que já acontece ho­je. Quando veem que os sor­o­pos­it­ivos estão le­vando uma vida nor­mal, elas acham que, se for­em con­tam­in­adas, é só to­mar um remédio e pronto. Com a vinda desse medic­a­mento, essa coisa pode ficar pi­or”, acred­ita.

Ações edu­cativas

Para evitar que isso ocorra, o FDA re­comenda que os profis­sion­ais de saúde re­forcem as ori­entações edu­cativas sobre os riscos de in­fecção. “O Truvada como me­dida pro­filática está sendo aprovado den­tro de uma es­tratégia para min­im­iz­ar os riscos de in­divídu­os não in­fecta­dos con­traírem o vírus. O pro­grama de tre­in­a­mento e educação não vai se re­stringir à dis­tribuição do remédio, mas re­forçar a im­portância de fazer a pro­filax­ia com­bin­ada a prátic­as de sexo se­guro”, afirm­ou o órgão, em nota.

“Soz­inho, o Truvada não é uma fórmula mágica. O uso ex­clus­ivo de um medic­a­mento para pre­venir o HIV ou qualquer outra doença sexu­al­mente trans­missível pode ter um des­fecho pi­or se a pess­oa não en­tender como seu próprio com­porta­mento pode in­flu­en­ciar nos res­ulta­dos es­per­ados”, afirma Perry N. Halkit­is, chefe do de­parta­mento de Psico­lo­gia e Aids da As­so­ciação Psicológica Amer­ic­ana. “Além de praticar sexo se­guro, as pess­oas que to­mar­em o remédio pro­filático pre­cis­am levar em con­ta a adesão ao trata­mento. Elas terão de to­mar a pílula to­dos os di­as. Se to­mar­em a droga só oca­sion­al­mente e de­pois con­traírem o HIV, elas po­dem, in­clus­ive, levar à res­istência ao medic­a­mento”, lem­bra.

“Elas terão de to­mar a pílula to­dos os di­as. Se to­mar­em a droga só oca­sion­al­mente

e de­pois con­traírem o HIV, elas po­dem, in­clus­ive, levar à res­istência ao medic­a­mento”

Perry N. Halkit­is, chefe do de­parta­mento de Psico­lo­gia

e Aids da As­so­ciação Psicológica Amer­ic­ana

Fábrica em

Moçam­bi­que

A Fundação Os­waldo Cruz (Fiocruz) vai in­aug­ur­ar, no próximo sábado, uma fábrica de medic­a­men­tos An­tir­ret­ro­virais para o trata­mento da Aids em Maputo, cap­it­al de Moçam­bi­que. A fábrica terá ca­pa­cid­ade para a produção de 21 ti­pos de remédi­os para o com­bate à doença. De acordo com a Fiocruz, no primeiro ano, serão fei­tos medic­a­men­tos para atender a pop­ulação moçambic­ana – a es­tim­ativa

é de que há um in­fectado por

HIV para cada grupo de três hab­it­antes. De­pois, a produção vai atender toda a África Sub­saari­ana.

Nota do Ed­it­or de Sor­o­pos­it­ivo.org:

Em­bora o texto men­cione grupos de risco, o ideal ser­ia que se chamassem de grupos vul­neráveis.

E não é, apen­as, por uma questão de ser “polit­ica­mente cor­reto”

NÃO EX­ISTE GRUPO DE RISCO!

Ex­iste com­porta­mento de risco.

Num ex­em­plo que até já can­sei de ilus­trar, um homem e uma mul­h­er be­bem de­mais e re­solv­er ter uma relação sexu­al.

É muito difícil dizer se o dis­cerni­mento deles, não fora a be­bida, per­mitiria es­ta aven­tura… Mas…

Bem, sem muita noção do perigo, eles po­dem acabar fazendo SEXO DE­SPRO­TEGIDO, num COM­PORTA­MENTO de RISCO.

Out­ros be­bem e saem di­ri­gindo, matando pess­oas, sei lá…

Mas que fique claro:

To­dos es­tamos mais ou menos vul­neráveis à in­fecção por HIV!

Se liga e cam­sinha.

Para quem tem dúvi­das, leia o artigo abaixo.

OMS alerta que dro­gas e sexo in­se­guro dis­sem­i­n­am AIDS na Ásia


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Claudio Souza DJ, Bloqueiro e Escritor
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