23/11/2009 – 11h25
A penalização do trabalho sexual como fator que limita o acesso integral das trabalhadoras sexuais ao tratamento da Aids foi um dos temas debatidos durante o 5º Fórum da América Latina e do Caribe em HIV/Aids e DSTs, realizado entre os dias 21 e 23 em Lima, capital do Peru. “Todas as pessoas utilizam alguma parte do corpo para trabalhar, nós usamos a vagina”, afirmou a representante da REDTRASEX (Trabalhadoras Sexuais) de El Salvador, Haydee Laynez.
As informações foram divulgadas no blog do projeto Correpondentes-Chave, que capacitou 21 jovens lideranças em temas relativos à comunicação e Aids, na semana passada. A iniciativa conta com o apoio da Agência de Notícias da Aids (saiba mais).
Leia a seguir o texto na íntegra publicado pelo correspondente Diego Leonardo Mora.
“Todas as pessoas utilizam alguma parte do corpo para trabalhar, nós usamos a vagina”
Foi o que afirmou Haydée Laynez, representante da REDTRASEX (Trabalhadoras Sexuais), durante o debate “A penalização do trabalho sexual como fator que limita o acesso integral das trabalhadoras sexuais ao tratamento”.
A sessão que foi moderada por Guiselly Flores, do Peru, contou com a participação de Graciela Touze, da RELARD Argentina (Redução da Danos), Claudia Pia Braudacco, da REDLACTRANS Argentina (pessoas trans) e Julio César Cruz representando Hugo Valladares da COASCE Guatemala (pessoas privadas de liberdade). Os diferentes enfoques coincidiram que um dos obstáculos mais importantes para o acesso das populações vulneráveis ao tratamento é a falta de sensibilização do setor de saúde e o quase inexistente trabalho do governo nos temas relacionados a estigma e discriminação.
Claudia Braudacco afirmou que o baixo acesso da população trans ao tratamento é o principal motivo pelo qual a média de vida das Trans seja de 32 anos quando a expectativa de vida na Argentina é de 74. As frequentes demoras da burocracia estatal na distribuição de antirretrovirais aumentam a vulnerabilidade das Trans e violam constantemente os direitos delas. Por outro lado afirmou que, em sua maioria, a comunidade Trans vive abaixo da linha da pobreza e carece de informação adequada sobre HIV/Aids.
Julio César defendeu que ainda existem desafios jurídicos e econômicos para que sejam estabelecidos mecanismos de vigilância de marcos legais que assegurem um financiamento sustentável de programas de saúde.
Os participantes ressaltaram que para conquistar acesso universal, além de trabalhar com o setor de saúde é preciso sensibilizar outros setores como seguridade social, trabalho, reabilitação social e educação.
Diego Leonardo Mora
Fonte: Blog da equipe de Correspondentes-Chaves
Redação e tradução: Fábio Serrato
Para ler outros textos (em espanhol) da equipe de correspondentes, acesse o blog http://www.forovihsida2009.blogspot.com/.
O repórter Fábio Serrato cobre o 5º Fórum da América Latina e do Caribe em HIV/Aids e DSTs com apoio do Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo
AGÊNCIA AIDS |
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