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Progressão rápida da fibrose do fígado em gays seropositivos para o VIH recentemente infectados com Hepatite C

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Progressão rápida da fibrose do fígado em gays seropositivos para o VIH recentemente infectados com Hepatite C

Michael Carter, Friday, August 29, 2008
Um estudo norte-americano informa que muitos gays seropositivos para o VIH recentemente infectados com hepatite C desenvolveram rapidamente fibrose hepática moderada a grave. O estudo foi publicado na 1a edição de Setembro do Journal of Infectious Diseases.

A maioria dos participantes tinha sido infectada com o vírus da hepatite C através de relações sexuais desprotegidas e a infecção só foi diagnosticada porque os doentes apresentavam provas de função hepática com valores fora do normal. Os investigadores sugerem que esta população devia ser testada regularmente para o VHC alertando que “as implicações de falhar um diagnóstico de hepatite C na fase aguda são graves.”

Um sistema imunitário enfraquecido acelera a progressão da fibrose hepática em doentes infectados com o VHC e há evidência de uma progressão verdadeiramente rápida das doenças hepáticas nas pessoas que contraem este vírus quando o sistema imunitário já está afectado.

Tem havido vários surtos de hepatite C transmitida por via sexual entre gays seropositivos para o VIH na Europa e nos Estados Unidos. Investigadores de Nova Iorque estão preocupados com a hipótese destes doentes terem um risco acrescido de progressão rápida da fibrose hepática.

Um total de onze indivíduos recentemente infectados com VHC foi identificado pelos investigadores. Em todos eles a infecção só foi diagnosticada porque os testes de função hepática realizados como parte da rotina dos doentes seropositivos para o VIH mostravam um aumento significativos dos níveis das transaminases. Com excepção de uma pessoa, todas relataram a prática de sexo anal desprotegido e três pessoas referiram o uso de drogas injectáveis.

A terapêutica anti-retroviral tinha sido instituída em dez dos onze doentes e a duração do tratamento variava entre os onze meses e os 16 anos. Nenhum dos participantes tinha outros factores de risco para doença hepática.

Em nove doentes, as biopsias hepáticas efectuadas mostravam um grau de fibrose moderada a grave (estágio 2 numa de escala de 0 a 4). Os resultados dos outros dois doentes indicavam, num caso, fibrose em estágio 1 e, no outro, a não evidência de alteração do fígado.

Todas as biopsias mostraram outras evidências de danos hepáticos associados à hepatite C, incluindo inflamação da veia porta e inflamação envolvendo morte celular nos lobos hepáticos.

Em contraste com a rápida progressão da fibrose hepática observada nestes doentes, os investigadores referem que em outros estudos envolvendo doentes seronegativos para o VIH recentemente infectados com hepatite C não se encontram evidências de fibrose.

Os autores salientam que as actuais orientações norte-americanas para o tratamento de gays seropositivos para o VIH não recomendam a despistagem regular da Hepatite C. O aumento do nível de ALT (alanina aminotransferase) que pode indicar a fase aguda da infecção pela hepatite C é de curta duração e, por isso, pode facilmente passar despercebido resultando em muitos casos não diagnosticados em gays seropositivos para o VIH. Os investigadores acreditam que “se justifica uma despistagem mais aprofundada em homens que têm sexo com homens”. Exigem também uma investigação mais alargada, a fim de identificar os mecanismos que conduzem a danos hepáticos em doentes seropositivos para o VIH recentemente infectados com hepatite C.

Referência
Fierer D S et al. Liver fibrosis during an outbreak of acute hepatitis C virus infection in HIV-infected men: a prospective cohort study. J Infect Dis 198: 683 – 686, 2008.

Tradução
GAT – Grupo Português de Activista sobre Tratamentos VIH/SIDA


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