03/01/2010 – 11h05
No decorrer de 2009, a Agência de Notícias da Aids publicou as principais notícias relacionadas ao tema HIV/aids destacando o trabalho de ativistas, gestores públicos, jornalistas, médicos e especialistas. Selecionamos algumas, entre as principais notícias publicadas, nesta retrospectiva.
O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/Aids (Unaids) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) informaram em maio do ano passado que o combate à aids entre HSH (Homens que Fazem Sexo com Homens) e transgêneros é falho. Leia a seguir.
Países falham na resposta à aids nas populações de HSH e transgêneros, dizem agências da ONU
À frente do Dia Internacional Contra a Homofobia (17 Maio), o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/Aids (Unaids) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) estão lançando um plano para incentivar novas e melhores abordagens para o HIV, especificamente nas populações de Homens que Fazem Sexo com Homens (HSH) e transgêneros. Segundo as agências, os países ainda falham na resposta à aids nestas populações.
Em muitas partes do mundo, a prevalência de HIV entre HSH é de pelo menos 20 vezes maior do que na população em geral. Estudos revelam que os serviços de prevenção atingem apenas um décimo de um terço das pessoas que praticam a homossexualidade masculina. Além disso, há uma crescente evidência de que a maioria das novas infecções em zonas urbanas são entre estas populações.
No entanto, estes mesmos grupos têm acesso limitado às informações relacionadas com o HIV e seus serviços de saúde devido à discriminação, violência, marginalização e outras violações dos direitos humanos. Em muitos países, eles ainda enfrentam as sanções penais e carecem de acesso à justiça.
“Os países devem ser rigorosos no monitoramento da evolução das suas epidemias e recalibrar sua programação em HIV para responder às necessidades daqueles que se encontram em maior risco. Em muitas situações estão os Homens que Fazem Sexo com Homens “, afirmou Paul De Lay, diretor-executivo adjunto do Unaids. “As respostas devem ser baseadas em realidades epidemiológicas locais para serem eficazes”, acrescentou.
Esse status quo fica muito aquém do que é necessário para alcançar o acesso universal à prevenção e tratamento contra a aids, um compromisso assumido pelos Estados-Membros das Nações Unidas em 2006.
“O caso é claro e urgente”, disse Jeffery O’Malley, diretor do grupo de HIV no PNUD. “Se vamos fazer o acesso universal de forma significante para as minorias sexuais, temos de trabalhar para o fim da homofobia e transfobia. Temos de abordar os obstáculos legais e políticos”, acrescentou.
O projeto do Unaids e PUND responde à falta de empenho em alocar recursos nessas populações.
O programa descreve vários fatores que impedem o acesso aos serviços de HIV: relutância por parte dos governos e dos doadores a investir na saúde sexual das minorias sexuais, o impacto da exclusão social sobre o desejo de acesso à saúde; o medo da violência e da exposição pública; medo de repercussões penais e uma falta de prestação de serviços e informações.
A ação descreve como o Unaids irá trabalhar no sentido de alcançar o acesso universal através de três grandes objetivos: melhorar os direitos humanos, o reforço da base de informações por meio de melhores maneiras em colher dados, e o reforço da capacidade e promoção de parcerias para garantir a mais ampla e melhor resposta. A parceria Unaids e PNUD incide sobre os direitos das populações vulneráveis, como homens que têm sexo com homens e pessoas transexuais.
Fonte: Unaids
AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DA AIDS |
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04/JANEIRO/10 |
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