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O Laboratório de Pesquisas em HIV/AIDS (LPHA) da Universidade de Caxias do Sul recebeu, no mês de janeiro, o certificado de participação no Quality Assurance Program for Anti-HIV-1 in Dried Blood Spots, patrocinado pelo Programa para a Garantia da Qualidade de Triagem Neonatal (NSQAP) dos Centros para Controle de Doenças e Prevenção (CDC) sediado em Atlanta, nos Estados Unidos.
O coordenador do laboratório na UCS, professor Ricardo da Silva de Souza, explica que a obtenção dessa certificação é resultado do desempenho apresentado na detecção de anticorpos anti-HIV-1 em amostras de sangue em papel-filtro enviadas pelo CDC durante o ano de 2007. “Essa certificação confirma a política de qualidade que o laboratório vem desenvolvendo desde a sua fundação e representa um passo importante para a obtenção de outras certificações”, observa.
O NSQAP do CDC teve início no ano de 1978 e tem como objetivo avaliar o desempenho dos laboratórios que realizam ensaios utilizando amostras coletadas em papel-filtro e a condução de pesquisas no desenvolvimento de materiais para controle de qualidade. Atualmente esse programa abrange 372 laboratórios em 55 países.
O médico destaca que um dos fatores de maior importância no combate à epidemia é o diagnóstico precoce da infecção causada pelo HIV. Dentre as pesquisas do LPHA, o desenvolvimento do método de utilização de sangue seco em papel-filtro já foi aprovado pelo Programa Nacional de DST/AIDS e aguarda portaria do Ministério da Saúde para a utilização em exames laboratoriais do Sistema Único de Saúde. O método de coleta de amostra em papel-filtro dispensa a necessidade de refrigeração para o armazenamento e transporte, reduzindo assim o custo de transporte que pode ser feito por correio sem riscos de contaminação ou perda da qualidade da amostra, reduzindo o valor dos exames.
A pesquisa no Laboratório da UCS tem duração prevista até agosto de 2008 e é financiada pela Unesco, com o apoio do Programa Nacional de DST/AIDS. O uso do papel-filtro já foi testado em Porto Alegre e em Vitória da Conquista (BA) e teve sua eficiência comprovada. O LPHA trabalha agora em estudos que utilizem a amostra de sangue seco em papel-filtro para exames CD4 e Carga Viral (que quantifica o vírus). Esses ensaios permitem o acompanhamento dos pacientes e orientam o médico para indicação do tratamento anti-retroviral.
No Brasil, o Ministério da Saúde estima cerca de 620.000 mil pessoas com HIV, sendo que 32.628 novos casos foram detectados no ano de 2006. “O grande desafio é facilitar o acesso à testagem. É oferecido tratamento e testagem gratuitas, mas dois terços das pessoas infectadas não sabem que são soropositivas. Devemos desenvolver tecnologias que promovam o acesso ao diagnóstico. E isso significa dar a oportunidade de acesso a testagem a todos”, observa o professor Ricardo da Silva de Souza.
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