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JORNAL DO BRASIL – RJ | CIDADE
LGBT 12/07/2010 Luiz Urjais A comunidade LGBT – lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais – já conta com um centro de referência na luta contra a homofobia. Trata-se de uma unidade localizada no sétimo andar do prédio da Central do Brasil que, desde a sua inauguração, no dia primeiro de julho, já atendeu a cerca de 40 pessoas, vítimas de algum tipo de violência. Considerada uma ação pioneira na cidade, o andar possui salas de atendimento para aconselhamento e orientação psicológica, um auditório multi funcional – com 200 lugares – e uma sala de telemarketing para o funcionamento do Disque LGTB (0800-234-567), serviço ativo 24 horas por dia para denúncias de violência e discriminação. Segundo o superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da Secretaria estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Cláudio Nascimento, estima-se que, com a instalação da sede na Central do Brasil, haja um aumento considerável no número de ocorrências, no estado. – O último levantamento que fizemos registrou, de janeiro a julho, 300 ocorrências, em todo o Rio – disse Nascimento, que apontou assassinato e violência familiar como crimes mais comuns aos gays. – Com certeza, o número é bem maior que este, pois como as pessoas não sabem onde procurar ajuda, acabam se calando. Com a estrutura poderemos promover campanhas maiores e centralizar o atendimento. Nascimento explicou, ainda, que o novo serviço está em fase de teste até o fim de agosto. Mas, disse que isso não tem interferido no agendamento prévio dos atendimentos às pessoas que se sentem vítimas de homofobia. – A prioridade agora é a de capacitar a equipe que trabalhará na unidade. Serão cerca de 125 funcionários – informou Nascimento que já tem uma lista de 20 atendimentos agendados para o mês de setembro. – No momento, estamos atuando apenas com o monitoramento de crimes, através do disque LGBT. Logo teremos, também, assistência psicológica e jurídica para quem precisar da gente Cerca de 40 pessoas vítimas de violência já foram atendidas desde o dia 1º de julho Acusados de homicídio têm sigilo telefônico quebrado O Tribunal de Justiça do Rio concedeu a quebra de sigilo telefônico dos acusados de sequestrar, torturar e estrangular o estudante Alexandre Thomé Ivo Rojão, 14 anos, mês passado, em São Gonçalo. O laudo pericial no Corsa branco de um dos acusados, que será entregue, hoje, está sendo encarado como uma importante peça da investigação policial. Segundo o delegado titular da 72ª DP (São Gonçalo), Geraldo Assef, a perícia pode comprovar se o crime ocorreu dentro do carro do acusado Eric Boa Hora Bedruim.. – Até o fim desta semana teremos uma resposta deste inquérito – calculou o Assef. – E se comprovada a ação dos acusados, eles poderãopegar 30 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado. Eric Boa Hora Bedruim, Alan Siqueira Freitas e André Luiz Cruz Souza, todos de 23 anos, teriam cometido o crime por homofobia. Eles teriam negado as acusações. Para Walter Pedro Ivo Neto, tio da vítima, um dos participantes se denominava skinhead (simpatizantes de ideias nazistas com preconceito contra judeus, homossexuais e negros). – É fácil ser homem para dizer que faz parte do movimento, antes de entrar na cadeia. O difícil vai ser ele manter essa postura no xadrez – opinou Walter, ainda inconformado com a maneira como seu sobrinho foi morto. – Diante da polícia ele diz que não tem preconceito. Nenhum castigo será suficiente pra aliviar a dor de perder um ente querido. |
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