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Infecção aguda por HIV pode se apresentar de várias maneiras, por vezes como uma doença grave e quase fatal

Um estudo suíço de pessoas que foram diagnosticadas durante a síndrome primária da infecção por HIV, verificou que um quarto deles apresentaram ou desenvolveram uma grande variedade de sintomas precoces de infecção primária por HIV “atípicos” de infecção primária por HIV; muitos deles graves e alguns que chegaram a pôr em risco a vida dos pacientes.

Sintomas gastrointestinais e neurológicos foram particularmente comuns nas manifestações da síndrome precoce da infecção por HIV. No entanto, apesar de estes sintomas muitas vezes serem erroneamente interpretados em um primeiro momento, eles foram, ao menos neste estudo, no mínimo, significativamente úteis para diagnosticar precocemente o a infecção por HIV.

O estudo

Estudo Sobre Infecção Primária de HIV de Zurick é um estudo observacional que, desde janeiro de 2002, tem observado sintomas documentados e resultados de exames laboratoriais em qualquer paciente que é diagnosticada com síndrome precoce de infecção por HIV. Isso é definido assim:

Infecção aguda POR HIV.

  • A presença de sintomas sugestivos de infecção por HIV, HIV negativo ou teste de anticorpos HIV-positivos com um antígeno p24 e/ou RNA do HIV positiva (carga viral) indeterminado.
  • Na ausência de sintomas sugerindo infecção por HIV, alguém com uma pesquisa documentada de anticorpos HIV-positivos nos últimos 90 dias, uma vez que uma conhecida data da exposição.

Infecção Recente por HIV:

  • Sintomas sugestivos de infecção por HIV e teste de anticorpos HIV-positivos, mas com um ensaio negativo para o HIV
  • Sem sintomas, alguém com um teste documentado de anticorpos anti-HIV nos últimos 90-180 dias desde que conhecida a data de exposição ao vírus.

aids-bO estudo foi parcialmente prospectivo, isto é, embora a maioria das pessoas tenham sido diagnosticadas com HIV porque eles apresentavam os sintomas, os pacientes foram acompanhados por um período de seis meses e toda e qualquer manifestação que desse margem ao pensamento de ser um caso de infecção aguda por HIV, com a efetiva presença de infecção por HIV foram observados, assistidos e catalogados.

Não há grande consenso em definir como “típica doença aguda por HIV” e, portanto, os pesquisadores deste estudo tiveram de usar suas próprias definições, tomadas de uma busca na literatura médica pré-existente.

Eles coletaram os dezessete sintomas e as duas anormalidades laboratoriais mais comumente encontradas nopinguino influenzato início infecção por HIV e o sintoma mais comumente citado é a febre, com um ou mais acontecimentos simultâneos do grupo de 18 acontecimentos e outras condições mencionadas acima ou, duas ou mais dessas condições na ausência de febre.

Além da febre, os cinco principais sintomas típicos para este estudo foram elevação de enzimas hepáticas, mal-estar e fadiga, faringite (dor de garganta), rash, e gânglios linfáticos inchados (ínguas). Perda de peso sem causa aparente, dores de cabeça, dores nos músculos e nas articulações e baixa contagem de plaquetas foram os “top cinco” em outros estudos.

As Enfermidades Precoces de Infecção por HIV atípicas foram, em seguida, classificadas como:

  • Assintomáticas.
  • Uma doença oportunista definidora de AIDS. (Nota do tradutor: tuberculose por exemplo, ou candidíase vaginal recorrente, num exemplo tipicamente feminino).
  • Um sintoma ou um grupo de sintomas não presentes na lista das “típicas”.
  • Outros sinais, tais como anormalidades laboratoriais incomuns. (nota do tradutor: Em certa fase de minha vida minha contagem de triglicerídeos estava acima de 3.300 e 200 já é considerado excessivamente alto)

Se os pacientes tinham qualquer um destes sinais, eles foram classificados como “atípicos”, mesmo se estes eventos fossem acompanhados por outros sintomas que pertencessem à lista mencionada no início do texto.

Resultados – pacientes assintomáticos

health icons setDos 290 pacientes, 202 (70%) tinham sintomas típicos de infecção por HIV e 74 pacientes (25%) tinham sintomas atípicos; apenas 14 indivíduos (5%), sete na categoria aguda e sete na categoria recente, não apresentavam sintomas de infecção primária por HIV.

Isto não é de se estranhar, dado que a razão mais comum para o estudo foi a apresentação de pessoas com sintomas sugestivos.

É importante manter este fator em mente porque ele [o fator] é menor que o habitual às estimativas da proporção de pessoas que não demonstram quaisquer sintomas de infecção, o que, dependendo de uma média entre dez e sessenta por cento da forma e da definição de doença aguda por HIV que é cuidadosamente elaborada bem como é vista.

Isto significa que os cursos infecciosos atípicos e graves surgiram muitas vezes nas apresentações da Infecção primária por HIV documentadas neste estudo são menos comuns do que os 30% de prevalência encontrados aqui; eles podem realmente ocorrer em qualquer coisa entre 2% e 15% das infecções agudas por HIV.

As pessoas que eram mais susceptíveis a serem assintomáticos foram mulheres, jovens, e que tinham sido infectados com cepas do HIV com resistência a diversos medicamentos antirretrovirais (nota do tradutor: Parece-me claro que pessoas fazendo uso de medicação, de uma maneira ou de outra, deixaram “vazar” cepas relativamente suprimidas que ao serem libertadas da pressão medicamentosa evoluíram para formas mais resistentes do HIV. Eu peço a todos que não se iludam e se alguém tentar manter uma relação, transa ou trepada e mesmo a rapidinha sem camisinha, joguem água benta nele!). Eles também tinham uma média de carga viral, no primeiro teste de, aproximadamente, 130.000 cópias de RNA por ml, considerando que pacientes sintomáticos (típicos ou não) tiveram uma média de carga viral de 4 ou 5 milhões de cópias /ml.

Resultados – sintomas atípicos

A maioria das pessoas (83) com sintomas foram na categoria aguda e, destes, 69 (28,5) foram classificados como atípico. Background with bacteriaDos 17 na categoria recente, 40 dos sintomas foram classificados como atípico.

Pessoas com sintomas atípicos eram mais propensas a ter subtipo de HIV “não- B, heterossexuais e não estar em nenhum acompanhamento DSTs (doenças sexualmente transmissíveis). Isto é interessante porque a maioria dos estudos de infecção de HIV aguda foram realizada em pessoas com o subtipo de HIV B, e porque alguns subtipos, tais como D e AE, parecem ser mais virulentos do que o subtipo B.

As pessoas com sintomas atípicos eram muito mais susceptíveis de ser hospitalizadas por causa destas cepas: 43% com sintomas atípicos versus 11% com valores típicos.

Houve uma longa lista de doenças atípicas ligadas à infecção por HIV. As causas mais comuns eram intestinais ou neurológicas; mais especificamente ligadas ao sistema nervoso central. Entretanto, os sintomas também envolviam complicações oftalmológicas, pulmonares, renais e outras ligadas a problemas na genitália e à pele.

Houve sintomas constitucionais tais como graves perdas de peso e anormalidades sanguíneas como pancitopenia (nota do tradutor: é aconselhável ler o artigo da Wikipédia que trata deste problema de saúde, pois isso é sério e, dado o contexto deste artigo, não cabe importar -sic- o texto para cá).

AIDS e as condições definidoras de AIDS foram vistas em 23% das pessoas com apresentação atípica. A doençacondoms definidora de AIDS mais comum foi acentuada por candidíase oral ou candidíase esofágica, vista em 14% das apresentações atípicas. A maioria das outras doenças definidoras de AIDS consistiam de infecções intestinais ou hepáticas, geralmente infecções por citomegalovírus (CMV), um vírus da família dos herpes vírus; houve também um único caso grave de outra cepa de herpes vírus numa inflamação inicialmente diagnosticada como doença de Lyme, e uma profunda queda na contagem de plaquetas, o que foi acompanhado por uma generalizada HSV (herpes). Dois dos casos de refluxo gastresofagiano por cândida, e envolveu, também, sintomas neurológicos.

Um paciente com diarreia grave e síndrome de wasting (perda de peso sem causa aparente) sem gerar outras síndromes relacionadas ao HIV.

O próximo sintoma mais comum do grupo de doenças não definidoras de AIDS, como sintomas gastrointestinais, foi visto em 14% das apresentações atípicas. Metade desses consistiu de uma amigdalite. Três casos gastrointestinais que levaram a cirurgias: um envolveu um paciente com grave hemorragia digestiva, um abscesso anal e uma inflamação da vesícula biliar num paciente em que foi encontrada uma carga viral de HIV de 100 milhões (!!!!!!!!!) de cópias/ml.

Um paciente apresentou pneumonia bacteriana aguda, artrite e insuficiência renal aguda: o outro foi originalmente diagnosticado com apendicite e foi submetido a uma operação exploratória; e tinha um herpes-inflamação relacionada de todo o seu trato digestivo que levou a uma colectomia (remoção parcial do cólon).

neuronSintomas do sistema nervoso central foram observados em 12% das apresentações atípicas. Estas variaram de paralisia facial transitória em três pacientes, vertigem prolongada em um paciente, e três pacientes que tiveram episódios psiquiátricos agudos (dois deles estavam na fase aguda da infecção recente).  Dois pacientes apresentaram grave inflamação cerebral (encefalite) e uma meningite; um precisou ser tratado em Unidade de Terapia Intensiva.

Outros sintomas associados foram sintomas cutâneos (9%), incluindo dermatite e celulite (infecção do tecido mole); os pulmões (6 %, incluindo três casos de pneumonia, para além do caso acima); anormalidades sanguíneas (6 %, incluindo três casos de pancitopenia) e sintomas urogenitais (3 %, incluindo dois outros pacientes com insuficiência renal, além do caso acima).

Embora alguns pacientes tenham ficado gravemente doentes, ninguém analisado no estudo evoluiu para óbito (morte).

A contagem média de CD4 em todas as apresentações atípicas (incluindo as assintomáticas) foi 421 células/mm3. Na maioria dos casos de doença atípica, contagens de CD4 foram registradas acima de 350 células/mm3 e em um certo número de casos, incluindo alguns dos mais graves, acima de 500 células/mm3. Exatamente 50% dos pacientes apresentaram uma carga viral na representação de mais de 100.000 cópias/ml.

Diagnósticos

x-ray  illustration of the female thyroid gland

Embora 38 dos pacientes com sintomas atípicos tenham sido corretamente diagnosticados com infecção aguda por HIV, e o restante tenha recebido uma ampla gama de diagnósticos antes de serem testados para o HIV (Nota do tradutor: a minha síndrome primária foi extremamente violenta e eu perambulei de hospital em hospital na cidade de São Paulo recebendo sempre o mesmo diagnóstico: gripe. Quando eu fui atendido por uma Médica com letra capital eu recebi o verdadeiro diagnóstico: Meningite Viral).

Estes incluem: 17% com outras doenças virais, como a “doença do beijo”, mononucleose infecciosa (Epstein-Barr vírus); 6% com infecções bacterianas tais como streptococcus; 3% (dez pacientes) com sífilis; gastroenterite de causa desconhecida, e só os diagnósticos de uma variedade de doenças, como endocardite infecciosa, doença de Lyme, a apendicite, diverticulite e linfoma. Doze por cento dos pacientes foram diagnosticados pelo teste anti-HIV com nenhum outro diagnóstico registrado.

Não obstante, de forma geral, os diagnósticos errôneos neste estudo não parecem ter atrasado a diagnose de soropositividade para o HIV nestes pacientes. O tempo médio de diagnóstico soropositivo para HIV, após a primeira apresentação, foi de 29 dias em pessoas com sintomas típicos e 32 dias com sintomas atípicos.

As pessoas que estavam sendo assistidas em um ambulatório para DST foram diagnosticadas de fora relativamente “precoce” (21 dias após a data de apresentação) do que as pessoas que estão assistindo hospital em regime de ambulatório para outras doenças (32 dias) e outros (33 dias).

[Nota contristada do tradutor: O trecho em destaque acima contém dois fonemas: A&E e GP são ininteligíveis para mim e eu coloco o parágrafo em que eles estão contidos em inglês logo abaixo. Se alguma alma que passar por aqui souber definir as expressões eu agradecerei do fundo de meu coração. Aí vai:

People attending an STI clinic were diagnosed earlier (21 days after presentation) than people attending hospital A&E (32 days) or GPs (33 days)].

 

Os pesquisadores observam que há apenas um único sintoma individual na lista de sintomas típicos de HIV que não é apresentado como “muito frequente” ou “quase frequente”, em pacientes que acabam sendo diagnosticados como soronegativo para HIV.

É a combinação de sintomas que conta juntamente com a probabilidade de exposição recente ao HIV, e este estudo se estende em nosso conhecimento sobre como isso pode se apresentar.

Este estudo é um lembrete de que o HIV pode estar presente em uma ampla variedade de formas diferentes e podem causar uma grande e grave doença aguda, salientando a importância de testes depois de qualquer suspeita ou exposição profilaxia pós-exposição (PEP) depois de uma muito recente.

Gus Cairns

Publicado em: 27 maio de 2015

Claudius el guapissimoTraduzido do original em inglês em Acute HIV infection may present in many ways – sometimes as a serious illness por Cláudio Santos de Souza em 29 de maio de 2015. (Faço trabalhos de tradução por preços justos. Contrate-me e ajude-me a pagar os custos operacionais deste site)

Nota do Editor de Soropositivo.Org. O texto me força a chover no molhado: Se você pensa que pode ter tido contato com o HIV em menos de 72 horas, como para um centro hospitalar e procure pela PEP e se, infelizmente, esta janela de tempo já tenha se fechado, busque urgentemente fazer o diagnóstico para HIV o mais precocemente possível, haja visto que, chovendo no molhado mais uma vez, ignorar um problema não o resolve e, muito pelo contrário, a despeito de não ter havido nenhum destes no estudo, você pode não ter tanta sorte assim e, digamos, “ir a óbito”. (…)

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Sobre Claudio Santos (509 artigos)
Depois de passar quatro décadas tentando estabelecer pelo menos um armistício com meu pai e ver as falhas ocorrerem sistematicamente, tentativa após tentativa, eu desisti do sobrenome “de Souza”. Estava me preparando espiritualmente para isso quando uma amiga locupletou a façanha de descobrir onde está minha mãe... Cláudio Santos. Quem preferir, aluda-se a mim como o Cláudio do Site,ou Cláudio do Soropositivo.Org, ou ainda aquele da promessa não cumprida: Cláudio, o trouxa do livro que acreditou em "palavra emprenhada". Eu mostro meu rosto, embora alguns me censurem, porque, no meu modesto ponto de vista, ser portador de HIV não é crime e, portanto, não há do que me envergonhar. Eu contraí HIV pela via sexual. Eu fui um DJ e, durante cinco anos fui DJ no vagão Plaza e durante uns outros dois fui DJ do Le Masque. Lá, um filho da puta me pediu para fazer minhas férias e puxou meu tapete. Aí fui parar na "Segredos", uma casa gay e, de quebra, morei lá por um tempo. Rua da Amargura, onde R.A. Gomes me colocou. Mas dei a volta por cima e fu trabalhar na SKY. Depois, na Pink Panther, em Santos e, enfim, na XEQUE Mate e, terminei minha carreira, aquele que fora três vezes considerado o Melhor DJ de São Paulo, como um apagado DJ do La Concorde e do Clube de Paris, onde conheci uma das mais belas mulheres com quem convivi e a perdi. Conheci alguém novo, uma mulher, "do dia", que me apresentou esta Entidade, o computador e, por muito tempo vivi de consertá-los. Sei, hoje, que ainda há muita gente que me odeia. Quer saber? Get them the hell and fuck off porque eu não dou a mínima. Simplesmente faço meu trabalho e me reporto a Deus... E pra quem não acredita em resiliência, eis meu histórico médico De acordo com o que preceitua o Código de Ética Médica, nos termos da legislação vigente e de conformidade com o pedido formulado pelo interessado, declaro que o Sr Cláudio Santos de Souza, matrícula no serviço sob registro RG3256664J, está em acompanhamento regular com seguintes diagnósticos/CID-10 até o presente momento: #HIV/Aids diagnóstico em 11/1996 (B24) #Candidíase oral 1996 (B20.4) #lnfecção latente tuberculosa tratada com Isoniazida em 1997 (Z20.1) #Arritmia cardíaca: bloqueio parcial ramo D/bradicardia sinusal por antidepressivos tricíclicos em 2006 (I49.9/R00.1) #Depressão (F32) Dislipidemia (E78.5) Diabetes (E14.) Obesidade (E66.) #PO tardio de gastroplastia redutora (técnica Capella 10/2011) #Embolia Pulmonar (126.) em 2011 + hipertensão pulmonar #HAS (110) controlada após cirurgia bariátrica Catarata (H26.9) #Sífilis (A51.0) gonorréia (A54.0), herpes genital (A60) Litíase vesicular (K80.5) #Trombose venosa profunda/tromboflebite MMII de repetição (182.9): 2008, 2009 e 2010 #lntervenção cirúrgica em 21/01/2013: de herniorrafia incisional abdominal, apendicectomia, colecistectomia #Herpes zoster ramo oftálmico 04/2015 (B02) 2 # Neuropatia periférica em membros superiores e inferiores (G62.9), acarretando fraqueza muscular, parestesias e dor, medicado e em seguimento pela equipe de dor #Angioma cavernoso cerebelar - em seguimento com neurologia Tratamento: TDF+3TC+ATVr, ezetimibe, alopurinol, AAS, atorvastatina, enoxaparina, clomipramina, risperidona, zolpidem, clorpromazina, flunitrazepam, gabapentina, amitriptilina, metadona Últimos exames: CD4=1070 (28%)/CD8=1597 rel=0,67 (08/03/2015) e Carga viral- HIV(PCR)

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