Como é a infecção por HIV? Como ela nos conduz à enfermidade?…

 

O complicado e delicado processo que o HIV “usa” para nos colocar doentes?

Quase trinta anos após a documentadas os primeiros  casos de AIDSnós ainda não sabemos exatamente como o HIV destrói o sistema imunológico (!!!). Mas a inflamação – ativação imune sustentada – é visto, agora, como um fator chave no processo em que concretizam seus danos, de maneira parecida como a do fogo sob a tundra. A pesquisa está revisando a maneira como o vírus é entendido – e como ele pode ser combatido com maior eficácia e de forma contundente.

A infecção por HIV não tratada é evidentemente, desde o início da epidemia dica demonstrado que, cedo ou tarde, o HIV facilmente provoca uma perda maciça de células CD4 e as defesas imunológicas do organismo humano. Se a contagem de células CD4 cai a níveis suficientemente baixos e o HIV, infelizmente, faz isso com  facilidade, o organismo se torna presa fácil de infecções oportunistas e cânceres que o sistema imunológico, previamente saudável, pode derrotar de forma eficiente e silenciosa na maior parte das vezes.

Talvez, surpreendentemente, e entretanto, ainda não completamente compreendido, o processo como HIV esgota células CD4. Além disso, enquanto o tratamento antirretroviral tem permitido que as pessoas vivendo com HIV tem podido manterem-s saudáveis, com melhores contagens de glóbulos brancos com o Receptor CD4, em todos aqueles que são medicados e tenham uma adesão de, no mínimo, noventa e cinco por cento (a bem da verdade a minha adesão é de cem por cento, mas ainda pode ter sua vida aniquilada de forma acachapante, a vida das pessoas está sob risco de contrair ou desenvolver infecções oportunistas, como uma retinite por citomegalovírus (CMV), que pode fazer com que a pessoa perca a visão e sua capacidade de enxergar se torna inferior em qualidade e acuidade, e que pode deixá-lo cego, por completo, de forma irremissível e ainda há, por exemplo, a pneumonia por Pneumocystis (PCP), problemas como as doenças cardiovasculares (eu, Cláudio Souza, sofri duas embolias pulmonares, sendo que uma delas foi massiça, bem como doenças renais instaladas generalizadamente. As toxicidades do tratamento anti-retroviral – tais como o aumento do colesterol – não explicam completamente tais complicações: própria infecção pelo HIV é agora entendida para aumentar significativamente os riscos metabólicos.

Vários conceitos emergentes podem lançar alguma luz sobre estas questões. A inflamação – o prolongado estado de ativação imune resultante do sistema imune em curso da batalha com o vírus – parece ser um fator chave dos distúrbios metabólicos e doenças cardiovasculares (as minhas embolias pulmonares foram disparadas por estes gatilhos). A pesquisa também revelou que o trato digestivo pode desempenhar um papel muito maior na progressão da doença por HIV do que o anteriormente realizado e, na verdade, pode ser uma das mais fortes fontes de ativação imune.

Infecção precoce e os intestinos

Intestines Sketch
Isso é você, sua namorada, eu… Omni Similis Summus

 O curso da infecção pelo HIV segue em grande parte como um padrão característico para a maioria das pessoas. Durante as primeiras semanas – infecção aguda – o sistema imune tem ainda não aprendeu a responder ao novo intruso. Os níveis de HIV são elevados em todo o corpo e o número de células CD4 no plasma sanguíneo se estabelece acentuadamente gotas. Testes de agora sugerem que, olhando apenas as células CD4 no sangue, o que pode ter subestimado a medida global de esta queda precoce. Apenas uma pequena fracção (2%) do organismo as células CD4 são efetivamente encontrados no sangue circulante. A maioria vive em linfonodos (estas incluem a ” glândulas’ você pode por vezes sentir no pescoço e região inguinal quando você tiver uma infecção), nos intestinos associados ao tecido linfoide (GALT Nota to Tradutor, GALT é um acrônimo em Inglês para o texto marcado em vermelho acima que, em inglês, é definido como: Gut-associated lymphoid tissue ), onde estão presentes como grupos de células imunes forro por toda a extensão dos intestinos em membranas mucosas de outros órgãos expostos a substâncias estranhas, tais como os pulmões e a genitália. Os pesquisadores observaram uma perda maciça de células de memória de CD4 neste tecido dos intestinos rapidamente após a infecção. (Nota: Se eu deixasse aqui apenas o texto com células de memória isso não seria compreendido em sua importância dramática e a severa perda que isso representa para nós, pessoas vivendo com HIV ou AIDS. Eu pesquisei pela rede e achei, na Wikipedia a seguinte definição:

Células T de memória são derivadas de outros linfócitos T que aprenderam a responder a um invasor específico, por exemplo uma espécie de bactéria, ou um tipo de fungo ou mesmo a um alérgeno e foram bem sucedidos em eliminar-los. Passam a viver por muitos anos, e podem ser re-ativados para uma resposta mais rápida a um invasor similar ao que combateu no passado. Por exemplo, um linfócito que foi ativado para combater sarampo (por contato direto ou por vacina) pode seguir combatendo novas invasões pelo vírus do sarampo garantindo imunidade vitalícia a esse indivíduo.[9] No final deste texto você encontrará um link que leve direto para toda a pagina da Wikipedia

Danny Douek, pesquisadora do US National Institute of Allergy and Infectious Diseases (O NIAID), estudou de perto o processo:

“Uma vez que pensávamos que células CD4 eram perdidos lentamente, mas seguramente durante o curso da doença. Mas observamos que a maioria das células T de memória exterior – que é a maioria das células CD4 em um adulto – é perdida de forma extremamente rápida”. Cerca de 60% de células de memória podem ficar infectadose, na maioria das pessoas, pode desaparecer dentro das primeiras duas semanas de infecção  (…).

Idealmente, o tratamento do HIV pode precisar de proteção contra ambas as imunodeficiências e estimulação. É provável que este seja um objetivo complexo, e o consenso é de que a investigação considerável ainda é necessária.

Além de decapagem (a remoção de camadas menos internas do vírus) com o tecido de muitas células CD4, o HIV também provoca danos estruturais ao tecido imune intestinal e para os linfonodos onde muitas células imunes residem normalmente. Estudos recentes têm encontrado que estes tecidos se tornaram marcados com colágeno durante a infecção aguda.2

Pesquisadores especulam que esse dano interfere com o crescimento de células normais e as interações celulares, limitando a capacidade de o sistema imune  regenerar totalmente as células CD4 perdidas na infecção precoce. Intestinos e dano teciduais pode também contribuir para a inflamação que ajuda a conduzir a fases posteriores de doença por HIV – um ponto voltaremos a.3

A infecção crônica: por que células CD4 morrem?

Após a intensa atividade de algumas semanas de infecção aguda, o corpo começa a produzir anticorpos e células imunes que visam especificamente o HIV. Durante este período (conhecido como soroconversão), queda de níveis de carga viral e a contagem de células CD4 retorna para perto de níveis normais. Neste ponto, a doença entra em uma fase prolongada conhecido como infecção crônica. (isso é tudo que pode-se dizer a respeito de “doença crônica”  – a AIDS é uma síndrome que pouco ou nada tem a ver com doença crônica… A AIDS tem, sim, tudo a ver com Deficiência Imunológica adquirida – A AIDS em si não é uma doença crônica)

Nos primeiros anos da epidemia, o vírus foi mesmo pensamento para adormecidos durante o longo período de infecção crônica. Isto provou ser completamente errado: o advento do teste de carga viral em meados da década de provou que o vírus continua ativamente para infectar células CD4 e outros a partir do momento da infecção em diante, produzindo milhões de novas cópias de cada dia.

Lymphatic and digestive system of Female body artworkÉ o vírus diretamente quem mata as células CD4? É fácil presumir que deve ser a principal razão para a eventual queda de contagens de CD4. Mas a verdade é mais complexa. Consideravelmente menos do que 1% circulantes de células CD4 estão realmente infectados pelo HIV durante a infecção crônica – muito poucos para explicar a perda global – e milhões de novas células CD4 são criados a cada dia. Nos últimos anos, os pesquisadores têm descoberto possíveis outros meios pelos quais o HIV leva à perda de células CD4. Estas incluem tóxicas proteínas virais, clarões por células infectadas, que pode matar células não infectadas no chamado “efeito espectador”. O HIV pode também desencadear as células em “suicídio” em um processo chamado de apoptose, ou morte celular programada.4

Outros mecanismos são susceptíveis de ser no trabalho bem, incluindo – ironicamente – o sistema imune da própria resposta ao VIH. O vírus pode infectar apenas as células CD4 ativadas – aqueles que foram “ligados” para lutar contra a infecção. Em outras palavras, pelo próprio ato de entrar em ação contra o vírus, células CD4 se tornam si próprios metas para a infecção. Este paradoxo é inevitável um certo grau, desde a ativação de células imunes é uma parte essencial da função imune. No entanto, há evidências crescentes de que o prolongamento e a excessiva ativação imune – inflamação – estar subjacente a muito do dano contínuo de doença por HIV.5

Ultrapassagem Imunológica

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😍😍😍😜💫☮Sim, este da foto sou eu ! Minha sobrinha pediu que eu pusesse esta foto m meu perfil !.... Eu tinha aqui uma descrição a meu respeito que, uma pessoa classificou como “irreverente”. Esta é, realmente, uma forma eufêmica de classificar o que estava aqui. Tudo o que sei é que uma “ONG”, que ocupa um prédio de 10 andares estabeleceu uma parceria comigo, e eu tenho os logs do tempo de parceria, que foi mais um vampirismo pois, para cada 150 pessoas que saiam do meu site, clicando no deles, havia, em média, um que entrava. QUANDO ENTRAVA E SE ENTRAVA

1 Comment

  1. Bem, eu ligo com dezenas, talvez centenas de pessoas e não é incomum que, vez por outra, apareça uma pessoa que é tola, que tem medo da verdade ou que, talvez, tenha algum medo da vida e suas verdades, pois se você que me lê der uma uma pausa na leitura você verá, e terá de admitir para si, aquilo que meu pai disse uma só vez para mim, quando eu perdi minha avó:

    -“Para morrer, basta estar vivo”!

    É uma grandiosa verdade e que, sim, mesmo um homem rude, e por vezes cruel, pode nos ensinar algo de bom!

    E, embora isso pareça chocante e até mesmo fatalista, esta é, sem dúvidas, a única coisa que temos como certa em nossas vidas, o fim delas, de nossas vidas.

    Assim eu tive de responder a um comentário menor, um pensamento de um espírito frágil. E eu decidi compartilhas esta resposta mais amplamente,. a todos os ue puderem alcançar está página e se decidirem a lê-la a partir deste ponto:

    Olá! Você começa escrevendo uma tolice:

    Olá eu li uns dois artigos seu. Bom eu não consegui ler resto, pois a forma que você falou dá um veredito de que a morte é certa, e que vai vim da pior forma.

    Todas as mortes são certas. Esta é a única certeza imutável que temos na vida.

    Você também fala de uma morte que sempre será da pior forma.

    Bem, eu me lembro de que quando eu tinha mais ou menos uns nove anos que eu estava voltando da escola e que ouvi, sem dar muita importância a isso, diversos carros do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar e ambulâncias passavam com a sirene ligada, mas eu não dei atenção a estas coisas. Eu era um menino de pouco mais de nove anos e nada sabia da vida… Ou da morte.

    Foi aí que eu me dei conta, já perto de casa, que houvera um acidente, na verdade um incidente. O motorista de um ônibus tentou cruzar a linha férrea, a despeito do sinaleiro estar avisando que viria um trem e, desgraçadamente o ônibus foi “colhido” pelo trem e jogado, como uma bola de metal retorcido, a dezenas de metros adiante. Mas eu estava sozinho e fui “mais perto”, para “ver melhor”.

    E de fato eu vi melhor:

    Diante de mim, e neste momento, em que avoco estas memórias eu constato que ainda posso ver, havia uma cabeça, desprovida de um corpo, bem diante de mim. Eu fiquei aterrorizado e, assim, paralisado. Um adulto me viu ali e me afastou do local. Mas o mal estava feito e eu nunca mais pude esquecer isso.

    Teria sido esta a por morte que eu já vi?

    Eu não sei.

    Eu vivi a infecção por HIV numa época em que nós não tínhamos os tratamentos modernos que temos hoje e, a bem da verdade, nenhum tratamento; e vi muita gente perecer de formas muito dolorosas e tristes, mas eu não vou descrever estes quadros, pois não quero balançar sua cabecinha e te assustar ainda mais, mesmo porque, se a pessoa se testa, e eu penso que toda pessoa que se relaciona sexualmente de forma desprotegida deveria, pelo menos duas vezes por ano, testar-se para HIV, dificilmente virá o pior…

    Porque nós, os que estamos sendo tratados com regularidade, que tomamos nossos remédios regular e corretamente, dificilmente, exceto se for a Vontade de Deus, morreremos desta forma como você descreveu, a “pior forma”.

    Mas… Veja só. Há países em que inda há a pena de morte e, mormente nosso “elevado nível de civilização – nós temos Smartfones e acesso à Internet né? – uma das maneiras que se usa para aplicar a pena capital é o enforcamento e eu já ouvi relatos sobre isso e, vocês que me leem, não se iludam! O enforcamento é um processo crudelíssimo de execução, pois esta aplicação da justiça (…) chega a demorar mais de 45 minutos para se completar e este é, sim, um modo muito triste de se morrer e é uma morte institucionalizada, com respaldo do Estado, da Lei e com o Sorriso daqueles que, de uma forma ou de outra, sofreram com as consequências diretas ou indiretas das ações do sentenciado.

    Entenda bem. Uma pessoa que não se testa, que não se diagnostica, que deixa, digamos, a infecção por HIV correr solta (…), com sua imunidade (a contagem de CD4) is baixando gradativa e paulatinamente pode, sim, ser surpreendida por uma Doença Oportunista – Há aqueles que se iludem e pessoa que pessoas com HIV ou AIDS podem morrer de uma simples gripe, já me disseram isso, me perguntaram se eu não tenho medo de morrer de gripe… rs, rs… e é por isso que eu criei uma sessão do site que trata de doenças oportunistas, para que tudo isso fique acessível e possa esclarecer. Mas eu te digo:

    “Sim, se uma pessoa não se tratar há, verdadeiramente, o risco de sua vida terminar com um triste epílogo, se é que você pode me entender”.

    Bem, a maior parte das pessoas que me procura pelo zap não é formada, como eu acreditei que seria, quando pus meu ZAP à disposição de todos, por pessoas desesperados por seus resultados reagentes.

    As pessoas me procuram por causa da incapacidade real que elas têm de não aceitar seus resultados “Não reagentes”.

    Neste âmbito, nenhuma delas, nenhuma, me mostrou medo do porvir de suas saúdes.

    99.9% delas temem o julgamento da sociedade, o medo de seus pais, de seus amigos. E… Infelizmente, este é um bom motivo (secundário) para suas preocupações porque eu, O DJ, cheio de namoradas e com uma agenda com mais de 250 contatos me vi COMPLETAMENTE SÓ quando meu diagnóstico “foi descoberto”.

    De nada me valeram estas pessoas e o caminho que eu trilhei está aqui no site. Mesmo pessoas que me amavam, e eu creio que elas amavam mesmo, fraternalmente, não puderam conviver com esta realidade, debalde o fato de terem chorado à luz sombria desta minha “nova condição”, e e poderem me auxiliar… (…) ….

    A História está contada aqui, neste site. E quem quiser, pode encontrar com facilidade.

    Quanto a você e a sua dificuldade de ler até o final, eu posso compreender.

    Muitas são as pessoas que não podem conviver com a realidade, mesmo que ela esteja apenas e tão somente no campo das ilações.

    Sim, eu sei, há pessoas que se assustam fácil em todos os níveis intelectuais e sociais e, eu confesso, eu tenho, sim, alguns medos, mas não os farei declarados aqui, porque eles são para as pessoas mais próximas de mim, que merecem ter seus nomes salvos em minha lista de contatos no Whats App e, eu atesto e dou fé.

    São poucos aqueles que conseguem olhar para as consequências de seus atos, eu escolhi contrair HIV quando passei a me relacionar sistematicamente sem preservativos e, hoje mesmo, almocei com um amigo a quem notifiquei, vinte e tantos anos atrás que estava com HIV. Meu apelido de infância era Pezão, mas este meu amigo me chama de “Pé”.

    E ele me disse:

    • “Porra pé”! E eu disse
    • “Cara, vivendo como eu vivi só podia dar nisso”!

    E é verdade. Eu, e muitas pessoas vivem hoje com HIV porque “esqueceram do “auto amor” (há outras maneiras de se contrair HIV e eu falo de mim e das pessoas que são ou foram como eu), de se cuidar e, agora, em sua maioria devastadora, não estão mais neste mundo.

    Enfim, moça, leia o texto até o fim ou clique neste endereço e seja feliz 🙂 🙂 🙂 😉 😉 😉

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