Aids entre gays franceses segue “incontrolável”, diz estudo
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DOCUMENTO HISTÓRICO E ACERVO
Nosso acervo conta com mais de 5.000 publicações. Não apagamos a história porque alguém, em algum lugar, algum dia, poderá precisar saber de algo — e existe, sim, a possibilidade de este ser o único lugar onde este conteúdo ainda exista.
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Na sexta-feira, a vez da Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou os países europeus sobre o ainda elevado número de contaminações. De acordo com a organização, a Europa é o único continente onde o índice de doentes de aids continua crescendo. A OMS destacou que a causa para essa estatística desfavorável na Europa Ocidental é justamente o crescente número de relações homossexuais desprotegidas, indicando que os números elevados de contaminações entre os homossexuais não acontecem apenas na França. Desde 2003, o número global de novas contaminações pelo vírus vinha baixando em média 3,7% no país. Já entre os homossexuais, a tendência pela estabilidade se mostrava em contrário: em torno de 1% dos homossexuais masculinos permaneceram contraindo ano a ano a doença até 2008, contra 0,009% dos heterossexuais. O total de contaminações anuais passou de 8.930, em 2003, para 6.940, em 2008. Analisando-se apenas a população de homossexuais, os dados da pesquisa mostram que entre 13% e 18% dos gays dos gays são soropositivos na França, uma estatística comparável à encontrada nos países da África subssariana, onde a epidemia é muito maior. Em países como Moçambique e Zâmbia, há cidades onde até 20% da população é soropositiva. O diretor da Aides, por outro lado, demonstra particular preocupação em relação à quantidade cada vez maior de pessoas que fazem sexo sem preservativos, mesmo se os tratamentos antivirais têm diminuído as chances de contaminação pelo HIV – que foi, ironicamente, co-descoberto por um cientista francês em 1983. “É um fenômeno global. Com o avanço da medicina, as pessoas estão abandonando a prevenção”, lamenta. “A diferença é que os homossexuais são mais expostos à contaminação. Nós estimamos que um homossexual a cada entre cinco e oito seja soropositivo”, diz Andreo. De acordo com ele, um jovem gay de 25 anos tem mil vezes mais chances de encontrar um parceiro soropositivo do que um heterossexual.
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