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Keith Alcorn, Monday, December 28, 2009 |
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De acordo com os novos dados publicados esta semana pela Organização Mundial da Saúde (OMS), meio milhão de pessoas com VIH morreu de TB durante o ano 2008 e a TB continua a ser a primeira causa de morte entre as pessoas que vivem com o VIH em todo o mundo.
Os novos números actualizam o Relatório Global da Controlo da Tuberculose publicado em Março de 2009, que reportava os dados até o fim de 2007.
A actualização do progresso proporciona informações sobre o desempenho a nível de países e regional na implementação de algumas intervenções chave que podem reduzir as taxas elevadas da TB entre as pessoas com VIH.
A OMS recomenda que todos os doentes com TB sejam testados para o VIH e que a todos os doentes seropositivos para o VIH com TB seja administrado co-trimoxazole. As novas linhas de orientação para o tratamento publicadas a 30 de Novembro recomendam que todas as pessoas com VIH diagnosticadas com TB deveriam estar sob terapêutica anti-retroviral, independentemente da contagem das células CD4.
A OMS também recomenda que todas as pessoas com VIH expostas à TB façam terapêutica preventiva com isoniazida para reduzir o risco de desenvolver tuberculose activa e que todas as pessoas com a infecção pelo VIH deveriam ser rastreadas para a TB activa.
Quase 1,4 milhões de doentes com TB conheceram o seu estatuto para o VIH durante o ano 2008 (cerca de 22% de todos os casos da TB a nível mundial) e 50 países conseguiram taxas de rastreio para o VIH de pelo menos 75% entre os doentes com TB.
Em toda a África subsaariana, a taxa média de rastreio para o VIH nos doentes com TB foi de 45%, mas 11 países na região conseguiram taxas de pelo menos 75%. No entanto, nesta região, a OMS estima que apenas 27% dos casos de infecção pelo VIH com TB foram de facto identificados através do rastreio, o ano passado.
Além disso, o rastreio da TB nas pessoas que vivem com o VIH foi ainda muito limitado em 2008. Apenas 1,4 milhões de pessoas foram rastreados, em comparação com 600.000 em 2007, uma taxa de rastreio de 4,1 %.
Um terço dos doentes seropositivos para o VIH com TB recebeu terapêutica anti-retroviral em 2008 e a 71% foi administrada a profilaxia com co-trimoxazole. Mas a administração da terapêutica de prevenção com isoniazida ainda foi muito limitada. Apenas 50.000 pessoas com VIH receberam este medicamento o ano passado, apesar de se estimar que um terço da população mundial tenha sido exposto à TB.
A OMS também reportou sobre o progresso em direcção aos objectivos globais para a cura das infecções por TB e sobre os casos de TB multirresistente aos medicamentos.
Em 2008, foram tratadas 5,7 milhões de pessoas com TB, com uma taxa de sucesso global de 87%. A OMS recomenda um objectivo nacional de pelo menos 85%; 50 países conseguiram taxas de cura a este nível, incluindo a Tanzânia e o Quénia, ambos com uma taxa elevada de co-infecções TB/VIH.
A falência terapêutica pode resultar no desenvolvimento da TB multirresistente (MDR-TB). Em 2008, foram reportados pouco menos de 30.000 casos de MDR-TB, mas segundo as estimativas da OMS no ano passado foram de facto detectados e notificados às autoridades nacionais não mais de 11% de casos de MDR-TB.
Cerca de 6.000 casos de MDR-TB receberam tratamento, indicando a necessidade de uma expansão rápida de serviços para o diagnóstico e o tratamento das pessoas com MDR-TB.
O director do Stop TB na OMS, Dr. Mario Raviglione, disse que globalmente são necessários 2 mil milhões de dólares para expandir os serviços para a TB.
Tradução
GAT – Grupo Português de Activista sobre Tratamentos VIH/SIDA
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