Em Moçambique, mulheres continuam as mais afectadas pelo HIV/Sida no país
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DOCUMENTO HISTÓRICO E ACERVO
Nosso acervo conta com mais de 5.000 publicações. Não apagamos a história porque alguém, em algum lugar, algum dia, poderá precisar saber de algo — e existe, sim, a possibilidade de este ser o único lugar onde este conteúdo ainda exista.
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O índice de prevalência de HIV/Sida em mulheres continua preocupante, comparativamente aos homens. Em Moçambique, 13,1 porcento de mulheres estão contaminadas pelo vírus, contra 9,2 por cento de homens. Os dados foram tornados públicos recentemente pelo Ministério da Saúde, no âmbito do Inquérito Nacional de Prevalência (INSIDA), e revelam também que a prevalência do HIV/Sida entre moçambicanos adultos, com idades compreendidas de 15 a 49 anos, é de 11,5 por cento. O ministro da Saúde, Paulo Ivo Garrido, manifesta-se agastado com a seroprevalência do Sida no país. Apelando para um maior esforço por parte dos agentes da saúde e demais moçambicanos na redução de tais índices, diz ainda que o risco de infecção por HIV/Sida entre adultos é superior entre os residentes de áreas urbanas com 15,9 por cento, comparativamente aos residentes das áreas rurais, com 9,2 por cento. Na avaliação da situação nas 11 províncias moçambicanas, incluindo Maputo-cidade cujos limites correspondem exactamente ao do Município de Maputo, o governante indica que a província de Gaza é a que possui a maior prevalência do Sida, com 25,1 por cento. A província nortenha de Niassa apresenta um cenário contrário, com apenas 3,7 por cento da sua população adulta. Garrido entende que há que se compreender que o Sida coloca o país numa situação trágica. “Se nada for feito continuaremos a enfrentar um problema grave, devido a esta pandemia”, disse. Mulheres jovens entre as mais afectadas Em relação aos jovens, a situação da mulher com idades de 15 a 24 anos continua a mais preocupante, com uma taxa de prevalência de 11,1 porcento. Os homens representam uma taxa de 3,7 por cento. As províncias de Maputo, Gaza, Sofala e Zambézia têm índices de prevalência mais altos de do país. Na província de Sofala a taxa de prevalência do Sida entre mulheres jovens é quase cinco vezes maior que nos homens da mesma faixa etária referida anteriormente. Nas crianças, a situação não é menos preocupante. As crianças com 11 anos de idade apresentam uma taxa de contaminação de 1,4 por cento. No entanto, as crianças com menos de um ano têm uma prevalência de 2,3 por cento. O INSIDA é o primeiro inquérito demográfico de base comunitária sobre indicadores de HIV/Sida e outros aspectos relacionados no país. O mesmo é conduzido pelo Ministério da Saúde, através do Instituto Nacional de Saúde em colaboração com o Instituto Nacional de Estatística. Conta com o apoio financeiro do Governo dos Estado Unidos e outras instituições. (Inocêncio Albino) Canalmoz – 09.07.2010
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