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Em Portugal: Uso de preservativos femininos aumentou 5 vezes num ano

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Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida distribuiu perto de 242 mil unidades em 2009, um aumento de 383%

 

25 de Janeiro de 2009

Diana Mendes

Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida distribuiu perto de 242 mil unidades em 2009, um aumento de 383%

Em 2009, foram distribuídos 241 896 preservativos femininos nos centros de saúde, mas também através de organizações da sociedade civil e eventos sociais como os festivais de Verão. Os números, revelados ao DN por Beatriz Casais, da Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida, revelam que a distribuição quintuplicou desde 2008, ano “em que foram distribuídos cerca de 50 mil preservativos”.

Apesar de já ser vendido nas farmácias, este preservativo não suscitou grande adesão inicial por parte das mulheres portuguesas. Por um lado, porque era demasiado dispendioso; por outro, era considerado difícil de colocar. No ano passado, a coordenação distribuiu este preservativo sobretudo a mulheres que se prostituem, perante o elevado risco de contraírem VIH. No entanto, este crescimento veio mostrar que o consumo ultrapassou largamente este grupo de risco. “Muitas jovens querem experimentar e há escolas a pedirem. Por isso, têm estado muito associadas a este aumento”, revela Beatriz Casais. Um resultado que a instituição associa ao enorme trabalho de divulgação que foi desenvolvido.

“O preservativo feminino era muito associado à prostituição e estranhamente desvalorizado por isso. O que notámos é que claramente a sua distribuição cresceu para fora desse universo”, refere o coordenador nacional para a infecção VIH/sida, Henrique Barros. “O ideal era que ele entrasse o mais possível nas relações estáveis ou supostas estáveis, que é o que elas são”, acrescenta. A introdução deste método contraceptivo de forma gratuita nas unidades de saúde acarretou outra vantagem, que foi baixar o preço de venda ao público.

Já a distribuição de preservativos masculinos encontra-se estabilizada, com 7 077 691 unidades distribuídas em 2008. As vendas às farmácias, pelo contrário, têm verificado um decréscimo. Em 2008, por exemplo, foram vendidas 663 mil embalagens, menos 10% do que no ano anterior, segundo a consultora IMS Health. O preço elevado, e acima do praticado noutros pontos de venda como as grandes superfícies, justifica em parte esta redução da procura.

Os responsáveis admitem que o aumento do acesso gratuito a este método também está a motivar esta descida nas vendas. Henrique Barros refere, ainda, que o próprio aumento da procura dos preservativos femininos teve influência nesta redução, que pouco custa ao erário público. O investimento “é irrelevante, de centenas de milhares de euros. É o mesmo que o tratamento de uma ou duas dúzias de doentes”.

Com tempo, espera que haja “melhorias técnicas nestes preservativos, como aconteceu com os masculinos, porque isso depende da procura”. A distribuição gratuita destes preservativos foi anunciada em 2008 e arrancou no primeiro trimestre de 2009.


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