Deve-se utilizar o dispositivo intra-uterino (DIU) na mulher com HIV?
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Nosso acervo conta com mais de 5.000 publicações. Não apagamos a história porque alguém, em algum lugar, algum dia, poderá precisar saber de algo — e existe, sim, a possibilidade de este ser o único lugar onde este conteúdo ainda exista.
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As pacientes HIV-positivas não devem ser consideradas para o uso do DIU. Tal método contraceptivo promove uma resposta inflamatória no endométrio determinando ulcerações. Podendo acarretar também anemia ferropriva pelo aumento do fluxo menstrual.
Segundo alguns autores, o DIU está associado a aumento da incidência de doença inflamatória pélvica (DIP) e abscessos tubo-ovarianos. Tal tendência é significativamente maior nas pacientes HIV-positivas, já que durante a inserção há aumento do risco de infecção e conseqüente ascensão de germes do trato genital inferior para o superior. Tais possibilidades necessitam ser confirmadas por estudos epidemiológicos de larga escala.
Estudos realizados na África têm demonstrado que mulheres HIV positivas com DIP apresentam um aumento na progressão para a AIDS quando são usuárias de DIU.
Existem outras razões para contra-indicar-se o uso do DIU em mulheres HIV-positivas. O sangue menstrual abundante e de longa duração pode expor o parceiro sexual a grandes quantidades de linfócitos, macrófagos e possivelmente vírus. A presença de células inflamatórias no conteúdo vaginal induzidos pela presença do fio do DIU no canal endocervical, e a possibilidade desse mesmo fio levar a micro-ulcerações no pênis parecem favorecer a transmissibilidade do vírus da mulher para o homem.
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