Lésbicas e mulheres bissexuais marcham contra a homofobia em São Paulo
Publicado em 18 de setembro de 2012 (há 14 anos e 29 dias)Atualizado em 4 de setembro de 2026 (há 1 mês e 13 dias) DOCUMENTO HISTÓRICO E ACERVO Nosso acervo conta com mais de 5.000 publicações. Não...
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Um grupo de mulheres que defende o direito da escolha de se relacionar com pessoas do mesmo sexo promoveu um ato com o objetivo de tornar a causa delas,a s lésbicas, mais visível à sociedade.
“As agressões [que sofremos] são muito veladas e aqui na região da Paulista tem tido muitos casos de homobofia e também lesbofobia”, apontou Márcia Balades, uma das organizadoras da 10ª Caminhada de Lésbicas e Mulheres Bissexuais do Brasil.
A manifestação ocorreu na tarde de hoje (9), na Praça Oswaldo Cruz, no bairro do Paraíso de onde o grupo seguiu em passeata pela Avenida Paulista, ocupando uma das pistas de rolamento. Pelos cálculos de Balades, a expectativa era aqui estivesse cerca de 3 mil pessoas, mas na contagem da Polícia Militar, o número foi bem menor, em torno de 600.
Balades justificou ter organizado o ato um dia antes da tradicional Parada Gay porque esta última é mais voltada para os homens com opção homosexual, embora reconheça que as reivindicações são semelhantes.
Ela defendeu a aprovação do projeto de Lei em tramitação no Congresso Nacional que prevê a criminalização da homofobia. “Nos também estamos comemorando a união estável e combatemos a lesbofobia e queremos direitos igualitários para todos e todas”. Segundo ela, em alguns casos, as lésbicas ou bissexuais são discriminadas em consultas médicas e não raro há relatos de agressões nas ruas.
Durante a manifestação, a pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Regina Faccini, informou que em levantamentos que fez nas edições da Parada Gay nos anos de 2005, 2006 e 2009 identificou que entre 15% e 18% dos entrevistados já tinham sofrido algum tipo de violência por serem gays.
A moradora de Brasília e natural de Fortaleza, Isabel Amora, de 34 anos, usou uma peruca rosa de colorido expressivo para chamar a atenção para a luta de maior visibilidade. Ela defendeu que haja mais locais, produtos e serviços voltados para as lésbicas. “Já fui vítima de violência verbal e acho que devemos ter direitos iguais”
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