Mortes por Aids caem 10% em cinco anos
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FOLHA DE S. PAULO | Editoria: | Pág. | Dia / Mês/Ano: |
SAÚDE |
| 25/NOVEMBRO/09 |
Mortes por Aids caem 10% em cinco anos
Relatório anual do UnAids informa ainda que novas infecções por HIV recuaram 17% desde 2001 LUCIANA COELHO DE GENEBRA As mortes decorrentes da AIDS caíram 10% nos últimos cinco anos (para 2 milhões em 2008) e 18% desde 1996, quando os antirretrovirais se tornaram acessíveis, informou ontem o UnAids, braço da ONU para o tema, em seu relatório anual sobre a epidemia, lançado em Genebra e Pequim. “O fato de termos conseguido aumentar os programas de tratamento em dez vezes levou a uma redução de 18% da mortandade. Foram salvas 2,9 milhões de vidas”, disse o diretor-executivo da entidade, Michel Sidibé. Em Botsuana, a mortandade caiu pela metade. O UnAids afirma ainda que as novas infecções recuaram 17% desde que o relatório passou a ser compilado, em 2001. Mas o total de novos casos projetados em 2008 é de 2,7 milhões (430 mil têm até 15 anos). É o mesmo que em 2007, quando estimara a queda em 10%. A diferença se dá porque, com dados nacionais mais precisos, o número de infecções recentes em 2001 foi revisado de 3 milhões para 3,2 milhões. “O aumento dos investimentos internacionais e nacionais rendeu resultados concretos e mensuráveis”, afirmou em Pequim Margaret Chan, diretora-geral da Organização Mundial da Saúde. “Não podemos deixar o momento se dissipar. É a hora de redobrar esforços.” Apesar de 4 milhões de pessoas terem acesso ao tratamento, a ONU calcula que outros 4,5 milhões precisem dele. O Brasil é lembrado como exemplo de ação rápida na prevenção -para o UnAids, as medidas ajudaram a minimizar a severidade da epidemia no país, que tem prevalência de 0,6%. Segundo o relatório, 33,4 milhões vivem com o HIV, um recorde -que, ante a queda nas infecções, ilustra a longevidade dos soropositivos. Destes, metade é mulher e 2,1 milhões têm até 15 anos. Quase dois terços estão na África subsaariana. Na região, a prevalência entre adultos chega a 5,2% (no Caribe, a segunda maior taxa, o índice é de 1%; a média global é 0,8%). Mais de 14 milhões de crianças são órfãs da epidemia. Gays latinos A ONU avalia que a epidemia esteja estável na América Latina, onde há 2 milhões de pessoas com HIV. A prevalência segue em 0,6%, e houve 77 mil mortes em 2008, graças à cobertura de antirretrovirais, que chega a 54% dos que precisam. Mas a entidade afirma que ainda é necessário um sistema melhor de coleta de dados para ajudar no planejamento do combate à epidemia. Na região, a maioria dos casos é de homens que fazem sexo com homens -eles têm 1 chance em 3 de se infectarem.Se você gosta deste trabalho, se ele te ajudou de alguma forma, deixe um comentário abaixo — eu leio todos e sempre respondo, mesmo que demore um pouco.
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