Seringas são armas na China
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No lugar de facas e armas de fogo, seringas têm sido usadas para atacar moradores em Urumqi, capital da região autônoma de Xinjiang, na China. Na quinta-feira, a onda de violência provocou uma série de protestos na cidade, nos quais pelo menos cinco pessoas morreram e outras 14 ficaram feridas.
Os ataques com seringas tornaram-se comuns nas duas últimas semanas. Até quinta-feira, pelo menos 476 pessoas buscaram tratamento após serem picadas, sendo 433 da etnia han. As autoridades ainda não sabem o que as seringas continham. Fontes médicas afirmam que não havia nada dentro delas e que os ataques servem apenas para espalhar o medo – Xinjiang tem o maior índice de infecção pelo vírus da AIDS na China, com aproximadamente 25 mil casos registrados só no ano passado. Pequim luta para não perder o controle da região O ministro da Segurança Pública da China, Meng Jianzhu, disse que separatistas da etnia uigur seriam os responsáveis pelos ataques. Os uigures têm Xinjiang como sua terra natal e se ressentem pelo fato de que milhões de membros da etnia han – maioria no restante da China – migraram para a região nas últimas décadas. Em julho, confrontos étnicos deixaram quase 200 pessoas mortas. Ontem, a polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes que foram às ruas para exigir melhoria na segurança na capital de Xinjiang. Esse foi o segundo dia consecutivo de protestos. Milhares de pessoas participaram, a maioria da etnia han. Os uigures – um grupo étnico de origem turca e predominantemente muçulmano – eram mais de 80% dos moradores de Xinjiang. O governo chinês, no entanto, apoiou a migração de chineses han para a região autônoma. Pequim luta para não perder o controle da área, um território com abundantes reservas de petróleo e gás natural e que hoje conta com cerca de 20 milhões de habitantes. ZERO HORAS-RS | Pág. | Dia / Mês/Ano: | |
MUNDO |
| 06/SETEMBRO/09 |
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